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Planalto confirma que Lula vai visitar Kirchner em prisão domiciliar

Ex-presidente da Argentina foi condenada por corrupção

Pleno.News - 02/07/2025 17h11 | atualizado em 02/07/2025 18h00

Lula e Cristina Kirchner Foto: EFE/ Juan Ignacio Roncoroni

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi autorizado pela Justiça argentina a visitar a ex-presidente Cristina Kirchner, atualmente em prisão domiciliar em Buenos Aires. Com isso, o Planalto confirmou oficialmente a visita na agenda presidencial durante a Cúpula do Mercosul na Argentina.

O encontro ocorrerá nesta quinta-feira (3), segundo decisão do tribunal federal responsável por revisar a execução penal dela. A própria corte indicou a janela para a visita.

O advogado de Cristina, Carlos Beraldi, confirmou ter obtido nesta quarta-feira (2) o aval para que Lula possa se encontrar com Cristina, um dia após ingressar com uma requisição específica para o petista.

A necessidade de aval prévio às visitas de pessoas que não sejam do círculo mais íntimo e da rotina da ex-presidente segue as regras impostas pela Justiça para que ela cumprisse a pena de seis anos em regime domiciliar, condenada por corrupção em sua administração.

O encontro ocorrerá enquanto Lula participa da Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires, para onde decolou nesta quarta-feira. O presidente desembarca no país vizinho e cumpre agenda oficial na manhã de quinta-feira.

OFERTA DE SOLIDARIEDADE
Agora, Lula vai ao apartamento da ex-presidente condenada em caso de corrupção prestar “solidariedade” antes de embarcar de volta ao Brasil. Ela está reclusa na rua San José, número 1.111, segundo andar, apartamento D. O prédio tem localização central na capital argentina, no bairro de Constituición.

A Justiça argentina determinou que, em regime de prisão domiciliar, Cristina adote certos comportamentos e evite tumultuar a rotina da vizinhança.

O governo brasileiro trabalha para que Lula não entre no mérito da acusação e da condenação – apenas retribua um gesto de solidariedade a ela -, cioso de que a visita soe como ingerência externa no Judiciário argentino e repercuta mal.

É justamente o que o governo Lula reclama da gestão Donald Trump na ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes, nos casos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para integrantes do governo Lula, aplicar sanções a um integrante da mais alta corte nacional seria cruzar uma “linha vermelha” e equivale a uma “interferência” institucional em um dos poderes da República, à qual o governo avalia como responder na esfera política.

*AE

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