Petro volta a denunciar golpe e pede que EUA investiguem
Presidente da Colômbia deu declarações nesta quarta-feira
Pleno.News - 02/07/2025 14h28 | atualizado em 02/07/2025 16h09

Nesta quarta-feira (2), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que há uma tentativa de golpe de Estado contra ele e que os Estados Unidos devem investigar os contatos do ex-ministro das Relações Exteriores, Álvaro Leyva, com círculos do Partido Republicano.
– Há um golpe em andamento e é preciso investigá-lo e solicitar à justiça dos EUA que investigue – afirmou Petro em uma longa publicação na rede social X.
Petro, que assumiu a presidência em 2022, denunciou em várias ocasiões supostos atentados contra ele.
– As vezes que tentaram me matar, o governo anterior dos EUA me ajudou – acrescentou, em referência à gestão de Joe Biden.
O mandatário vincula a suposta conspiração de Leyva a uma série de acontecimentos no país, como a investigação das despesas de sua campanha eleitoral, o processo na justiça por enriquecimento ilícito contra seu filho Nicolás Petro Burgos, os ataques guerrilheiros e das máfias do narcotráfico no sudoeste, a oposição no Congresso às suas reformas e até mesmo o assassinato em 2022, na Colômbia, do promotor paraguaio Marcelo Pecci.
– O golpe de Estado parlamentar se evapora para Leyva e sua própria incapacidade, porque ele mesmo se denunciou, com sua própria voz, por sua própria torpeza, porque o ódio e a ganância sempre cegam e sempre vão contra a vida – acrescentou.
FOGO AMIGO
Leyva, que foi o primeiro chanceler de Petro, a quem denunciou em cartas públicas como uma pessoa com problemas de dependência de drogas, entrou em contato com políticos republicanos dos EUA para supostamente derrubar o presidente colombiano, segundo revelou no domingo o jornal espanhol El País.
Como parte desse suposto plano, Leyva, um político conservador de 82 anos, se reuniu há dois meses nos EUA com o congressista republicano Mario Díaz-Balart, em uma tentativa de se aproximar do secretário de Estado, Marco Rubio, e exercer “pressão internacional” contra Petro para colocar a vice-presidente, Francia Márquez, em seu lugar.
Leyva deixou o Ministério das Relações Exteriores no início de 2024, ao ser suspenso pelo Ministério Público (MP) devido a problemas com um contrato para a emissão de passaportes.
DENÚNCIA CONTRA PARTIDOS POLÍTICOS
Em sua publicação, Petro se refere à “tentativa sediciosa dos presidentes de nove partidos, a maioria muito pequenos, que pediram para não reconhecer o presidente, liderados pelo presidente do Congresso (o conservador Efraín Cepeda)”, e diz que “isso deve ser investigado”.
Petro se referiu a uma carta enviada por nove partidos ao procurador-geral, Gregorio Eljach, em 9 de junho, dois dias após o atentado contra o senador e pré-candidato presidencial da oposição Miguel Uribe Turbay.
Nessa carta, eles pedem a Eljach que ative a Comissão Nacional de Vigilância e Controle Eleitoral “para garantir a transparência e a segurança” exigidas pelos partidos da oposição e independentes “diante da hostilidade do Executivo” em vista das eleições legislativas e presidenciais de 2026.
Segundo o presidente, “o golpe de Estado foi derrotado pela mobilização geral do povo colombiano”.
Francia se dissociou ontem da suposta conspiração de Leyva, e o mesmo fizeram Díaz-Balart e o também congressista americano Carlos Giménez, igualmente mencionado na trama, que classificaram as acusações como “invenções”.
O MP colombiano disse que está realizando uma investigação sobre o suposto plano de Leyva contra Petro “que permitirá estabelecer o alcance dos fatos denunciados e que continuam sendo denunciados e solicitados para investigação”.
*Com informações da Agência EFE
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