Petro diz que Maduro não deve dar ordens aos seus militares
Presidente da Colômbia ressaltou que venezuelano pode pedir apoio ao país
Pleno.News - 19/12/2025 09h26 | atualizado em 19/12/2025 12h18

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou, nesta quinta-feira (18), que o ditador Nicolás Maduro não deve dar ordens a militares colombianos, em resposta a um apelo do presidente da Venezuela para que os militares dos dois países protejam a soberania de ambos.
– Não, ele não tem que dar ordens aos militares – afirmou Petro sobre se Maduro poderia pedir apoio direto às Forças Armadas da Colômbia.
Petro ressaltou que a relação entre os dois países só pode ser construída a partir do respeito mútuo.
– Enquanto isso não acontecer, ninguém pode dar ordens a outro exército. Eu não posso ordenar nada ao Exército da Venezuela, nem lá podem dar ordens ao Exército da Colômbia – enfatizou Petro.
Na última quarta (17), Maduro afirmou que a colaboração entre os militares de ambos os países é essencial para garantir a paz e a estabilidade da região, em meio à tensão entre Venezuela e Estados Unidos devido à ampla mobilização militar americana em águas do Mar do Caribe sob o pretexto de combater o narcotráfico.
Da mesma forma, Petro afirmou hoje que apenas por meio de uma constituinte que permita um trabalho conjunto entre países — incluindo Colômbia e Venezuela — será possível que um chefe de Estado dê ordens a militares de outras nações.
– A única maneira para que as nações voltem a estar juntas [Panamá, Equador, Colômbia e Venezuela foram um só país entre 1821 e 1831, a Grã-Colômbia] é com o poder constituinte e a soberania popular. Enquanto isso não acontecer, ninguém pode dar ordens ao outro Exército – afirmou Petro.
Ele também disse que “a única organização armada binacional, integrada por venezuelanos e colombianos, se chama ELN”, em alusão à guerrilha Exército de Libertação Nacional.
Petro classificou o ELN como “inimigo da Colômbia, da Venezuela e inimigo da América Latina”, e afirmou que sua ação violenta, especialmente em regiões como Catatumbo, na fronteira com a Venezuela, teve um impacto direto no aumento de homicídios na Colômbia.
O governo colombiano iniciou diálogos de paz com o ELN em novembro de 2022, mas eles foram suspensos em agosto de 2024 após o vencimento de um cessar-fogo bilateral.
*EFE
Leia também1 Caças americanos sobrevoam região próxima de Caracas
2 Universidade Brown: Suspeito de realizar ataque é achado morto
3 EUA restringem assistência a menores transgênero
4 Após bloqueio de Trump, Maduro ordena escolta naval a petroleiros
5 Macron diz que acordo com Mercosul "não pode ser assinado"


















