Petro diz que “algoritmos” vão interferir em eleição no Brasil
Sem provas, ex-presidente da Colômbia fala em "tecnofascismo"
Pleno.News - 03/09/2026 11h53 | atualizado em 03/09/2026 12h57

O ex-presidente da Colômbia Gustavo Petro afirmou nesta quarta-feira (2), sem apresentar provas, que o atual mandatário do país, o conservador Abelardo de la Espriella, venceu o último pleito pela intromissão de “algoritmos” e pelo que chamou de “tecnofascismo”, e advertiu que essa situação poderá se repetir nas eleições de outubro no Brasil e nas do México em 2027.
– É o sistema que se quer expandir, e não está certo. O México está em perigo, e o Brasil vem aí. Esses métodos têm legitimação na classe política que está dirigindo atualmente os Estados Unidos – disse o político de esquerda durante sua aula magna na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), em sua primeira viagem fora da Colômbia como ex-presidente.
A palestra contou com auditório lotado e começou com um atraso de quase duas horas devido a uma reunião que Petro teve com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional.
O ex-mandatário não entrou em detalhes sobre o encontro Sheinbaum, mas comentou que eles conversaram sobre a esquerda e o “humanismo” na elaboração das políticas.
Segundo Petro, Sheinbaum lhe propôs participar de “coordenações intelectuais acadêmicas” no México, o que ele recusou devido à sua decisão de permanecer na Colômbia.
Durante a conferência na UNAM, Petro insistiu que um suposto sistema de 2 milhões de bots imiscuídos nas eleições da Colômbia esteve sob a mira do Departamento de Estado dos EUA, controlado por Marco Rubio, para apoiar De la Espriella.
– [O presidente dos EUA, Donald] Trump não pode dizer que não sabia, ele mesmo disse publicamente “que o Tigre [apelido de De la Espriella] deve me agradecer porque é presidente da Colômbia graças a mim” – afirmou.
Petro alegou, também sem provas, que esse mesmo caso se repetiu na recente vitória de Keiko Fujimori no Peru e na de José Antonio Kast no Chile.
Em seu discurso, Petro reivindicou em mais de uma ocasião o senador Iván Cepeda – seu aliado – como o legítimo presidente da Colômbia, por considerar que foi o verdadeiro vencedor das últimas eleições presidenciais.
A palestra com o ex-presidente colombiano teve como propósito abranger os temas do último capítulo de seu livro, Economia Política da Crise Climática.
Ao abordar seu texto, Petro advertiu sobre a extinção da humanidade marcada pela acumulação do capital e pelo neoliberalismo, ao mesmo tempo em que criticou as grandes empresas de tecnologia e alguns de seus líderes, como Mark Zuckerberg (Meta) e Elon Musk (SpaceX).
*EFE
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