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Petro convocará embaixador nos EUA após denúncia de revista

Presidente da Colômbia se manifestou por meio das redes sociais, nesta segunda-feira

Pleno.News - 10/11/2025 12h20 | atualizado em 10/11/2025 12h36

Gustavo Petro Foto: EFE/ Natalia Pedraza

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que voltará a chamar para consultas o embaixador do país nos Estados Unidos, Daniel García-Peña, depois que a revista Cambio publicou, neste domingo (9), uma foto na qual aparece um funcionário de alto escalão da Casa Branca segurando um documento com uma montagem em que o governante colombiano é retratado como prisioneiro.

– Se um embaixador é chamado para consultas, quem faz as vezes pelo outro país regressa ao seu país enquanto se recebem as informações pertinentes. Aqui se trata de saber por que na página oficial da Casa Branca me exibem como se eu fosse um preso em uma cadeia dos EUA. Isso é um desrespeito brutal ao povo que me elegeu e à nação colombiana e sua história – escreveu Petro na rede social X.

Segundo a revista Cambio, o funcionário que carrega a pasta com um documento chamado Doutrina Trump, no qual Petro e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, aparecem com o traje laranja usado por presos nos Estados Unidos, é o subchefe de gabinete da Casa Branca, James Blair.

A foto, na qual também aparecem o diretor do Escritório de Assuntos Legislativos, James Braid, e os senadores republicanos Lindsey Graham e Mike Lee, estava publicada no portal da Casa Branca e foi divulgada em 21 de outubro após uma reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e os senadores do Partido Republicano.

– Apesar de décadas de estreita colaboração entre Estados Unidos e seus aliados na América do Sul, o governo da Colômbia foi tomado por Gustavo Petro, que foi eleito com o apoio dos cartéis da droga. É necessário implementar a Doutrina Trump na Colômbia e no hemisfério ocidental – diz o documento, que leva o timbre do senador republicano Bernie Moreno.

O plano, segundo o documento, tem cinco etapas, que incluem passos que já foram dados, como “designar outros cartéis como Organizações Terroristas Estrangeiras” e estabelecer “sanções seletivas contra Petro, sua família e seus associados”.

Também prevê “combater as ações criminais corruptas e antiamericanas”.

– Isto se tornou um problema de segurança nacional. Nos objetivos que se tentam estabelecer está prender o presidente da Colômbia sem que ele esteja envolvido em nenhum delito e quando dediquei uma década de minha vida parlamentar e oito anos de minha vida como governante a descobrir com nomes próprios os laços que unem o poder político tradicional da Colômbia com o narcotráfico – respondeu Petro à publicação da “Cambio”.

O presidente colombiano disse ainda que “o que buscam [nos EUA] não é acabar com cartéis”, mas favorecer políticos da direita colombiana.

TENSÃO COM OS EUA
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou no mês passado a inclusão de Petro; sua esposa, Verónica Alcocer; seu filho Nicolás Petro, e o ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti, na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), conhecida como Lista Clinton, por supostos vínculos com o narcotráfico.

Isso implica o bloqueio de seus ativos nos EUA e a proibição de transações com eles.

As tensões entre Bogotá e Washington se agravaram em setembro, quando os Estados Unidos retiraram a Colômbia – o maior produtor mundial de cocaína – da lista de nações que cooperam na luta contra o tráfico de drogas.

Também em setembro, os Estados Unidos revogaram o visto do presidente colombiano após sua participação em uma convocação pró-Palestina em Nova Iorque, no âmbito da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

*Com informações da Agência EFE

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