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País prometeu intensificar os ataques

Pleno.News - 10/03/2026 09h40 | atualizado em 10/03/2026 12h57

Pete Hegseth, secretário de guerra dos EUA Foto: EFE/EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH

Os Estados Unidos devem intensificar nesta terça-feira (10) os ataques contra o Irã, enquanto autoridades norte-americanas afirmam que a ofensiva busca degradar de forma decisiva a capacidade militar de Teerã. Em coletiva no Pentágono, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que o propósito da campanha é enfraquecer a estrutura militar iraniana.

– Os objetivos são destruir mísseis e a base industrial de defesa. Outro objetivo é destruir a marinha do Irã – ressaltou.

O secretário afirmou ainda que Teerã está “desesperado e em apuros” e acrescentou que os EUA “não descansarão até o inimigo estar completamente derrotado”.

Hegseth também afirmou que os ataques iranianos diminuíram nas últimas 24 horas.

– Vimos o menor número de mísseis disparados pelo Irã no último dia – disse.

Ainda assim, ele indicou que a pressão militar continuará e afirmou que o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, “será inteligente se ouvir as palavras de Donald Trump” sobre o país não poder ter uma arma nuclear.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, afirmou que a campanha militar americana já atingiu mais de 5 mil alvos no território iraniano. Segundo ele, as forças estadunidenses também destruíram mais de 50 navios iranianos e continuam a atingir embarcações usadas para lançar minas marítimas.

Caine avaliou que o Irã ainda mantém capacidade de combate, mas declarou que o país não tem demonstrado força superior ao esperado.

– O Irã está lutando, mas não é mais formidável do que pensávamos – disse.

Em meio à escalada, o assessor de segurança iraniano Ali Larijani reagiu à fala do presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar o país com intensidade “vinte vezes maior” caso Teerã interrompa o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

Em mensagem no X, Larijani afirmou que o Irã “não teme suas ameaças vazias” e alertou Trump para que “tenha cuidado para não ser eliminado”, lembrando que o país já foi acusado no passado de planejar atentados contra o presidente dos EUA.

*AE

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