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Ouro venezuelano será mantido longe do governo, diz Guaidó

Opositor se manifestou por meio das redes sociais, neste sábado

Pleno.News - 14/08/2022 15h00 | atualizado em 15/08/2022 13h58

Juan Guaidó Foto: EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

Neste sábado (13), Juan Guaidó disse que o ouro que a Venezuela depositou na Inglaterra “continuará sendo protegido” para que seja mantido “longe” da “ditadura”. Ele deu declarações em alusão ao governo de Nicolás Maduro.

Guaidó se manifestou por meio das redes sociais.

– Proteger os ativos, como o ouro, o que continuará sendo resguardado na Inglaterra, é fundamental para o futuro da Venezuela, de forma que sejam mantidos longe de uma ditadura que saqueou a nação e usou os recursos do país para financiar a corrupção e a repressão – escreveu ele, no Twitter.

Em 29 de julho, o Tribunal Superior de Londres decidiu a favor de uma diretoria paralela do Banco Central da Venezuela, nomeado por Guaidó no caso do ouro.

Após um julgamento de quatro dias, que terminou em 18 de julho, a juíza Sara Cockerill afirmou que não podia manter as decisões do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) que anularam as nomeações de Guaidó para tal diretoria, pois não havia base legal no Reino Unido para fazê-lo.

Assim, a mais alta instância judicial do Reino Unido estabeleceu que o governo de Londres só reconhece Guaidó, e não Maduro, como o chefe de Estado da Venezuela. Portanto, os atos e decisões da oposição devem ser considerados soberanos, com base na doutrina jurídica inglesa “uma só voz”, que obriga os órgãos do Estado a procederem unificados na política externa.

Essa decisão, bem recebida por Guaidó, foi descrita como “incomum” pelo governo venezuelano, que pediu ao governo britânico que a “retificasse” e “não continuasse com esta artimanha de fingir” que o antichavista é presidente do país.

O Banco Central da Venezuela, por sua vez, considerou “extremamente grave que a política externa britânica, que nesse caso amordaçou diretamente seus tribunais, deva causar sérios danos aos direitos e interesses dos cidadãos, instituições e outros estados”.

Diante deste cenário, a instituição monetária informou que “reserva todas as ações legais dentro de seu poder para apelar dessa decisão inusitada e desastrosa em defesa do ouro”.

*EFE

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