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Organização considera que ação deixa todos os Estados do mundo "menos seguros"

Pleno.News - 06/01/2026 14h53 | atualizado em 06/01/2026 16h52

Presidente Donald Trump Foto: EFE/EPA/FRANCIS CHUNG / POOL

O Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou com firmeza nesta terça-feira (6) a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, mas manifestou interesse em dialogar com o governo de Donald Trump para restabelecer um escritório de monitoramento no país, de onde sua equipe foi expulsa em fevereiro de 2024.

Segundo a porta-voz Ravina Shamdasani, o organismo está “aberto” a dialogar com as autoridades americanas para se restabelecer no país, “mesmo estando em desacordo” com a ação militar que levou à captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro.

Shamdasani considerou “inaceitável usar argumentos relacionados aos direitos humanos para justificar este tipo de intervenção militar”.

– Não pretendamos que esta seja uma ação tomada para defender os direitos humanos de ninguém – declarou a porta-voz em entrevista coletiva em Genebra.

Ao contrário, alertou que a ação americana torna todos os Estados do mundo “menos seguros” e “envia um sinal de que os poderosos podem fazer o que quiserem”.

– Debilita o mecanismo que temos, concretamente as Nações Unidas, para prevenir novos conflitos, inclusive uma Terceira Guerra Mundial – acrescentou.

Na mesma entrevista coletiva, o porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke, indicou que, embora o ocorrido no nível político na Venezuela seja “muito dramático”, o dia a dia para a grande maioria das pessoas continua sendo o mesmo.

Laerke lembrou que, no ano passado, seu organismo determinou que cerca de 8 milhões de pessoas na Venezuela – um quarto da população – tinham necessidades humanitárias.

– Necessitam de comida, nutrição, educação, serviços de saúde; basicamente todas as coisas que o Estado da Venezuela não tem sido capaz de prover a seus cidadãos durante vários anos – explicou.

Por sua vez, a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) relatou que o ocorrido na Venezuela não provocou, até o momento, grandes movimentos de pessoas em zonas fronteiriças.

*EFE

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