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Netanyahu diz não precisar de “sermões” sobre Estado palestino

Premiê reiterou sua rejeição à possibilidade

Pleno.News - 16/11/2025 15h41 | atualizado em 17/11/2025 15h50

Benjamin Netanyahu Foto: EFE/EPA/OHAD ZWIGENBERG / POOL

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou, neste domingo (16), sua absoluta rejeição à existência de um Estado palestino e disse que não precisa de “afirmações, tuítes nem sermões de ninguém” a respeito.

– Nossa oposição a um Estado palestino em qualquer território a oeste do rio Jordão é firme, válida e inalterável. Rejeitei essas tentativas durante décadas, tanto sob pressão externa quanto interna. Portanto, não preciso de afirmações, tuítes nem sermões de ninguém – disse Netanyahu no início da reunião semanal de ministros, segundo um vídeo divulgado por seu escritório.

Desde a noite deste sábado (15), diferentes ministros do governo de coalizão israelense se manifestaram a respeito na rede social X, incluídos os titulares da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e de Finanças, Bezalel Smotrich, ambos colonos e referências do sionismo.

As manifestações ocorreram depois que, na última sexta (14), a missão dos Estados Unidos na ONU emitiu um comunicado apoiando um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU, que se espera ser votado nesta segunda-feira (17) e que sugere a uma possível via para a criação de um Estado palestino.

Segundo o comunicado da missão americana, o projeto de resolução apoia os entendimentos de Sharm el Sheikh e “oferece uma via para a autodeterminação e a criação de um Estado palestino”. É assinado conjuntamente por nove Estados: Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Indonésia, Paquistão, Jordânia, Turquia e EUA.

Netanyahu insistiu ainda que o Hamas será desmilitarizado em ambos os lados da Linha Amarela, o perímetro para o qual as tropas se retiraram após o cessar-fogo e que deixa mais da metade da Faixa de Gaza sob controle militar israelense.

– A suposta “não desmilitarização” da parte de Gaza controlada pelo Hamas. Isso não acontecerá (…) Isso será alcançado por bem ou por mal. Isto é o que eu disse, e isto é o que também disse o presidente [Donald] Trump – disse Netanyahu sobre uma divisória que deveria ser temporária.

*EFE

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