Netanyahu após fala de Trump: “Não haverá Hamas… Acabou”
Primeiro-ministro israelense garantiu que libertará todos os reféns
Pleno.News - 02/07/2025 13h55 | atualizado em 02/07/2025 14h37

Nesta quarta-feira (2), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hamas deixará de existir na Faixa de Gaza e que Israel libertará todos os reféns.
– Eu anuncio a vocês: não haverá Hamas. Não vamos voltar a isso. Acabou. Vamos libertar todos os nossos reféns – disse Netanyahu, sem entrar em detalhes.
A fala do premiê foi dada durante sua visita a uma instalação de energia na cidade de Ascalon, no sul de Israel. Em sua declarção, Netanyahu não mencionou o suposto cessar-fogo de 60 dias anunciado por Donald Trump horas antes.
De acordo com a imprensa americana, o acordo anunciado por Trump inclui a cessação dos ataques israelenses à Faixa de Gaza por 60 dias em troca da libertação de dez reféns vivos pelo Hamas e da entrega dos corpos de outros 15.
– São dois objetivos opostos, que absurdo! Nós trabalhamos juntos. Vamos concluir juntos, ao contrário do que eles dizem. Nós os eliminaremos completamente – afirmou o primeiro-ministro israelense sobre a possibilidade de acabar com o Hamas e, ao mesmo tempo, conseguir o retorno dos reféns.
A maioria das famílias dos reféns – 50 pessoas ainda permanecem nas mãos do Hamas – não está confiante de que a pressão militar possa trazer seus entes queridos de volta para casa depois de mais de um ano e meio de ofensiva e espera que o governo israelense assine um acordo de troca agora.
Nos últimos meses, o governo israelense se recusou a aceitar as duas principais exigências do Hamas para um acordo de cessar-fogo: a retirada total de suas tropas e o fim definitivo de sua ofensiva na Faixa de Gaza.
Além disso, Netanyahu está sob pressão dos partidos de direita que fazem parte de seu governo de coalizão, já que eles se opõem firmemente à negociação com o Hamas e à assinatura de qualquer acordo de trégua. Além disso, esses grupos políticos defendem a manutenção da ofensiva contra o enclave e o restabelecimento dos assentamentos que foram desmantelados em 2005.
O Hamas confirmou nesta quarta que estuda a proposta feita pelos mediadores (Catar e Egito são os países em contato com o grupo palestino) e insistiu em sua exigência de que o pacto inclua o fim da ofensiva israelense contra o enclave, a retirada das tropas e o fornecimento de ajuda aos habitantes de Gaza.
*Com informações da EFE.
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