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MP sul-coreano pede pena de morte para ex-presidente

Solicitação foi feita nesta terça-feira

Pleno.News - 13/01/2026 14h25 | atualizado em 13/01/2026 15h22

Yoon Suk-yeol Foto: EFE/EPA/Gabinete Presidencial da Coreia do Sul

Nesta terça-feira (13), uma equipe especial do Ministério Público da Coreia do Sul solicitou a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk-yeol. O pedido ocorre devido à tentativa fracassada de impor a lei marcial em dezembro de 2024, segundo informou a agência de notícias local Yonhap.

A solicitação ocorreu no último dia do julgamento por insurreição enfrentado pelo ex-presidente no Tribunal do Distrito Central de Seul.

A equipe especial pediu a pena máxima para Yoon sob o argumento de que foi o “mentor da insurreição”. Na prática, contudo, é pouco provável que uma eventual execução seja cumprida, uma vez que a Coreia do Sul mantém uma moratória sobre a pena de morte há quase 40 anos.

A expectativa é de que o tribunal profira a sentença no início de fevereiro, de acordo com a Yonhap.

A equipe de promotores acusou Yoon de declarar a lei marcial “com o propósito de permanecer no poder por muito tempo mediante o controle do poder judiciário e legislativo”, e destacou a gravidade de seus atos ao mobilizar recursos que deveriam ser destinados ao bem público, detalhou a agência sul-coreana.

O atual governo sul-coreano respondeu à notícia afirmando que espera que a Justiça do país decida “de acordo com a lei, os princípios e as expectativas do público”, em um comunicado divulgado pela Yonhap.

Yoon enfrenta acusações como liderar uma insurreição, abuso de poder, obstrução de justiça, auxílio ao inimigo e perjúrio em relação à lei marcial, que o então mandatário justificou como uma forma de proteger a nação de “forças antiestatais”.

No total, 24 pessoas foram acusadas no caso relacionado à imposição do estado de exceção, entre elas o então primeiro-ministro, Han Duck-soo – que será o primeiro a receber a sentença, no final de janeiro -, além do ex-diretor do Serviço Nacional de Inteligência e do ex-ministro da Defesa.

Yoon decretou a lei marcial em 3 de dezembro de 2024, medida que foi revogada horas depois pelo Parlamento. O então presidente foi destituído em abril de 2025, o que levou à realização de eleições presidenciais em junho.

*Com informações da Agência EFE

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