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Malvinas: Inglaterra quer que FIFA investigue faixa argentina

Arquipélago foi pivô de guerra entre os dois países em 1982

Pleno.News - 16/07/2026 11h40 | atualizado em 16/07/2026 13h13

Jogadores da Argentina em comemoração pela vitória na semifinal da Copa do Mundo Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER

O governo britânico reiterou nesta quinta-feira (16) seu pedido à FIFA para investigar se a seleção argentina infringiu as normas ao exibir uma faixa reivindicando a soberania das ilhas Malvinas após derrotar a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo, e ressaltou seu apoio aos habitantes do arquipélago situado no Atlântico Sul.

– Pode ser que a Copa do Mundo não seja nossa, mas as ilhas Malvinas [Falkland, em inglês] sem dúvida são. A nossa posição não mudou. A autodeterminação cabe aos habitantes das ilhas – disse à imprensa a porta-voz do primeiro-ministro, Keir Starmer.

As ilhas estão sob soberania britânica desde 1833. Em 2013, os habitantes das Malvinas se pronunciaram em um referendo de forma esmagadora (92% dos votos) a favor de permanecer sob soberania britânica.

A porta-voz governamental acrescentou que, diante da reivindicação de soberania da Argentina, o compromisso do Reino Unido “nunca fraquejará”.

Anteriormente, o ministro de Ciência, Peter Kyle, havia declarado à emissora BBC que o gesto dos jogadores “foi totalmente inadequado” e apontou que “a política deve se manter à margem do futebol”.

– Espero que a FIFA conduza uma investigação exaustiva – manifestou o ministro, que lembrou que “um dos princípios fundamentais da Copa do Mundo é que a política esteja separada do futebol”.

Os jogadores argentinos defenderam a decisão de exibir, nesta quarta (15), após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, uma bandeira com a frase “As Malvinas são argentinas”, em alusão ao arquipélago do Atlântico Sul pelo qual Argentina e Reino Unido se enfrentaram em uma guerra em 1982.

Questionado sobre o significado da vitória sobre a seleção inglesa, o presidente da Argentina, Javier Milei, pediu para não vincular o resultado esportivo com a questão das ilhas Malvinas, que continuam sendo objeto de disputa entre os dois países.

Considerada uma partida de alto risco pela forte rivalidade das duas torcidas, as autoridades de segurança de Estados Unidos e FIFA proibiram os torcedores de entrar no estádio em Atlanta com bandeiras ou símbolos “políticos”, incluindo aquelas com reivindicações relativas às Malvinas; mas de algum modo a faixa pôde ser introduzida no estádio e depois entregue aos jogadores.

*EFE

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