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Maduro: Poder da Venezuela se sustenta em seus fuzis

Ditador venezuelano deu declarações nesta segunda-feira

Pleno.News - 01/12/2025 21h50 | atualizado em 02/12/2025 11h47

Nicolás Maduro Foto: Juan BARRETO / AFP

Nesta segunda-feira (1º), o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que o poder de seu país se sustenta no povo, em seus fuzis e na decisão de construir a pátria. A declaração surge em um momento em que a tensão com os Estados Unidos aumentou devido às advertências da Casa Branca sobre a segurança no espaço aéreo venezuelano, que resultaram em uma onda de cancelamentos de voos.

– O poder nacional da Venezuela do século 21 se sustenta no imenso poder de seu povo, em sua consciência, em suas instituições, em seus fuzis e em sua decisão de construir esta pátria acima de qualquer dificuldade – falou.

Maduro discursou em Caracas após participar de uma passeata convocada para acompanhar a posse dos Comandos Bolivarianos Integrados.

Esses comandos, de acordo com ele, serão responsáveis por revisar os planos de segurança das comunidades, de produção e os de apoio a educação pública, saúde e obras públicas.

Maduro, que jurou aos apoiadores “lealdade absoluta”, afirmou que o país quer paz, com igualdade e liberdade.

Keila Azuaje, participante da passeata e representante do sindicato do transporte em duas rodas, disse à Agência EFE que a mobilização foi “um apelo à paz” e também ao presidente dos EUA, Donald Trump.

– Não queremos mais guerra, não queremos mais bloqueio, queremos nossa Venezuela em paz – afirmou.

Azuaje contou que recebeu “bastante treinamento”, incluindo de tiro, como parte das jornadas de alistamento militar organizadas pelo governo. Para ela, o país está “preparado para a defesa”.

A mobilização chavista ocorreu em meio ao aumento das tensões com os EUA, que levaram à suspensão das operações de várias companhias aéreas internacionais, como Gol, Iberia e Avianca, depois que a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) pediu, em 21 de novembro, “extrema precaução” em voos no espaço da Venezuela e do sul do Caribe diante do que considera “uma situação potencialmente perigosa na região”.

No último sábado (29), Trump advertiu, em uma mensagem na rede social Truth Social, que as companhias aéreas e os pilotos devem levar em conta que o espaço aéreo da Venezuela “permanecerá totalmente fechado”, o que foi rejeitado pelo governo venezuelano, que enfatizou que a única entidade autorizada a fazê-lo é o Instituto Nacional de Aviação Civil (Inac).

*Com informações da Agência EFE

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