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Macron diz que acordo com Mercosul “não pode ser assinado”

Presidente da França quer acolhimento de salvaguardas solicitadas por seu país

Pleno.News - 18/12/2025 10h46 | atualizado em 18/12/2025 13h18

Emmanuel Macron Foto: EFE/EPA/OLIVIER MATTHYS

O presidente da França, Emmanuel Macron, reafirmou, nesta quinta-feira (18), que o acordo comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul “não pode ser assinado” sem as salvaguardas solicitadas por seu país e, por isso, pediu que o tratado seja concluído “corretamente” para respeitar os agricultores europeus.

– A postura da França desde o princípio é clara em relação ao Mercosul: acreditamos que o acordo é insuficiente e não pode ser assinado – declarou Macron ao chegar para a cúpula de chefes de Estado e de governo realizada em Bruxelas, na Bélgica, na qual pedirá um adiamento da assinatura prevista para este sábado (20), no Brasil.

Para o chefe de Estado francês, a decisão trata-se de “uma questão de coerência europeia”. Macron defende uma Europa que proteja “melhor” sua agricultura e seus produtores, razão pela qual pediu que “se continue trabalhando para que as coisas sejam feitas corretamente” e que a assinatura seja adiada para o próximo ano, após a definição clara de todas as salvaguardas.

Apesar de reconhecer que foram introduzidas melhorias nas salvaguardas pedidas pela França para apoiar o acordo, o presidente francês considerou que “isso não é suficiente”.

– Nossos agricultores não devem ser sacrificados por este acordo – enfatizou.

A França exige, entre outras medidas, uma cláusula de salvaguarda para poder recuperar o controle caso os mercados se desestabilizem, indicou Macron, que enfrenta uma onda de protestos de agricultores, especialmente no sudeste da França, contra o sacrifício de gado bovino afetado pela dermatose nodular contagiosa, contra o Mercosul e contra a reforma da Política Agrícola Comum.

A França formalizou, no último domingo (14), seu pedido para que a votação prevista neste Conselho Europeu seja adiada para 2026, visando obter as salvaguardas que solicita. Após décadas de negociações entre os dois blocos, o acordo da UE com o Mercosul facilitaria a entrada na Europa de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos, assim como as exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e licores.

*EFE

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