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Lula volta a defender moeda comum do Brics; EUA são contra

Petista é publicamente a favor da medida desde o início da atual gestão

Pleno.News - 05/07/2025 08h48 | atualizado em 08/07/2025 12h16

Lula em evento do Banco do Brics Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, nesta sexta-feira (4), uma moeda comum do Brics, ignorando as ameaças do governo americano de declarar uma guerra tarifária contra quem ameaçar a hegemonia global do dólar.

Lula discursou na abertura da 10ª reunião anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira do Brics, no primeiro evento ligado à cúpula do grupo, que começa oficialmente neste domingo (6).

A moeda, que serviria para transações internacionais do Brics, é uma ideia trazida publicamente por Lula desde pelo menos 2023, mas o assunto havia sido deixado de lado em razão da sensibilidade do tema.

A pauta agrada a países que rivalizam economicamente com EUA, como a China, e aqueles alvos de sanções econômicas, como Rússia e Irã. No entanto, havia sido desacelerada por escolha do Brasil, pelo potencial de atrito com Washington e por acentuar a visão de que o Brics se tornou um grupo antiocidental.

O presidente americano, Donald Trump, chegou a ameaçar taxar em 100% as exportações de países que quisessem destronar a moeda americana de sua posição hegemônica.

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O governo brasileiro se dedicou a combater essa percepção sobre o Brics, forte nos EUA e na Europa, e tirou a sugestão de criar uma moeda para comércio da proposta de temas a serem discutidos este ano – o que não dissuadiu Lula de defender a ideia.

Trump também foi alvo da presidente do NDB, Dilma Rousseff. Na abertura do encontro, ela afirmou que o mundo está mais fragmentado, desigual e exposto a crises sobrepostas – climática, econômica e geopolítica – fez uma crítica velada às políticas tarifárias da Casa Branca.

– Testemunhamos um recuo na cooperação e o ressurgimento do unilateralismo. Tarifas, sanções e restrições financeiras estão sendo usadas como ferramentas de subordinação política – disse.

*AE

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