Lula diz que Trump sente inveja da China devido às terras raras
País asiático detém maior reserva e domina 90% da cadeia global da extração e refino dos minerais críticos
Thamirys Andrade - 10/07/2026 15h21 | atualizado em 10/07/2026 17h13

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a alfinetar seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante reunião com ministros e representantes do setor de mineração no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (10), o petista afirmou que o chefe da Casa Branca sente “inveja” da China em razão do conhecimento no manejo de minerais críticos que o país asiático possui.
– Sinceramente, achei que a gente era quase analfabeto nesse assunto e nessa reunião ficou claro o potencial de conhecimento que o Brasil tem em todas essas coisas que parecem uma coisa só da China, obcecada a ser a única do mundo, e da inveja do Trump de querer tomar o conhecimento da China. Eu confesso a vocês que essa reunião de hoje, essa reunião, é a mudança da nossa história nessa questão das terras raras e minerais críticos. Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a estar preocupado com o Brasil, que nós vamos ser detentor de fazer as mesmas coisas, ou mais qualificadas, que o chinês faz – declarou.
A China é detentora da maior reserva de terras raras conhecidas do mundo, somando 49% das reservas mundiais. Além disso, o país domina entre 80% e 90% da cadeia global de extração e refino desses minerais críticos, que são extremamente valiosos por serem fundamentais para o setor de tecnologia. Já o Brasil possui a segunda maior reserva, com 23%. Os Estados Unidos vem em sétimo lugar com 2%.
Na reunião com especialistas, Lula afirmou que o Brasil não quer ser apenas “vendedor de matéria-prima”, mas também “exportador de inteligência, de conhecimento”.
– É isso que a gente vai fazer com essas famosas terras tão raras, que eu ainda não as conheço. Mas vou conhecê-las. Eu estou pedindo essa reunião já faz um tempo, porque nós precisamos tomar decisãod o que o governo vai fazer com esse material estratégico que pode dar ao Brasil, não apenas a soberania do minério, mas pode dar soberania também financeira, pode dar soberania tecnológica – assinalou.
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