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Líder supremo do Irã ameaça poder militar norte-americano

EUA enviaram segundo grupo de porta-aviões ao Oriente Médio

Pleno.News - 17/02/2026 10h38 | atualizado em 19/02/2026 13h58

Ayatollah Ali Khamenei Foto: EFE/EPA/SUPREME LEADER OFFICE

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em resposta a declarações anteriores do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, disse que “você também não conseguirá destruir a República Islâmica”. O republicano voltou a falar em mudança de regime em Teerã e enviou um segundo grupo de porta-aviões ao Oriente Médio.

Sem mencionar diretamente Washington, Khamenei ironizou a retórica militar norte-americana.

– Ele diz que seu Exército é o mais forte do mundo. O Exército mais forte do mundo pode, às vezes, levar um golpe tão forte que não consiga mais se levantar – alertou.

Em outra referência indireta ao reforço naval dos EUA na região, acrescentou:

– Mais perigosa do que um porta-aviões é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar.

As declarações ocorrem após Trump afirmar que uma mudança de poder no Irã “seria o melhor que poderia acontecer”, ao mesmo tempo em que pressiona por concessões mais amplas de Teerã, incluindo restrições ao programa nuclear, aos mísseis balísticos e ao apoio a grupos aliados no Oriente Médio.

Khamenei também rejeitou as condições impostas por Washington para eventuais tratativas.

– Determinar previamente o resultado de uma negociação é algo tolo – disse.

Segundo ele, os EUA propõem discutir a energia nuclear iraniana já estabelecendo como desfecho que o país não poderá mantê-la.

– Se houver uma negociação, definir o resultado de antemão é um ato errado e tolo – afirmou.

O Irã sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos e acusa os EUA de buscar “dominar a nação iraniana”. O impasse ocorre às vésperas de nova rodada de negociações entre Teerã e Washington.

Nesta segunda-feira (16), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, reuniu-se em Genebra com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi. Araghchi afirmou estar na cidade suíça com “ideias concretas para alcançar um acordo justo e equitativo”, mas ressaltou que “submissão diante de ameaças” não está em discussão.

Em entrevista à BBC, o vice-chanceler Majid Takht-Ravanchi disse que o Irã aceita negociar o programa nuclear desde que haja alívio das sanções lideradas por Washington.

*AE

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