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Kremlin diz que líderes europeus não poderão enfrentar Trump

Dmitry Peskov deu declarações neste domingo

Pleno.News - 25/01/2026 14h48 | atualizado em 26/01/2026 15h44

Dmitry Peskov e Putin Foto: EFE/EPA/GRIGORY SYSOYEV / SPUTNIK / KREMLIN

Neste domingo (25), o Kremlin afirmou que os atuais políticos europeus, os quais classificou como medíocres, não serão capazes de enfrentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nem as mudanças tectônicas que ocorrem no mundo.

– Eles não são capazes de resistir às pressões de Trump – comentou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov.

Ele deu declarações durante entrevista à televisão estatal russa.

Peskov ressaltou que as “mudanças dramáticas” ocorridas recentemente são consequência do “duplo padrão” e da “hipocrisia” que, segundo o porta-voz, “dominou a Europa durante muitas décadas”.

– Infelizmente, são fruto da geração medíocre de políticos que agora está no poder na Europa – disse ainda.

Como exemplo, o representante do Kremlin citou a reação dos europeus quando Trump revelou publicamente, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos nesta semana, detalhes de sua conversa com o presidente francês, Emmanuel Macron.

– Muito interessante. Todos os europeus literalmente ficaram em polvorosa (…). Mas quando Macron tornou pública a conversa com [o presidente russo, Vladimir] Putin, ninguém reagiu assim – apontou Peskov.

O porta-voz admitiu que os métodos utilizados por Trump não correspondem “totalmente” à ordem multipolar defendida pela Rússia há anos, uma vez que o líder americano prefere impor a lei do mais forte e espera que seus adversários “baixem a cabeça” – algo que, segundo Peskov, a Rússia não pretende fazer.

– Trump é um político experiente que baseia suas abordagens nos princípios do mundo dos negócios, um mundo duro e implacável. E ele defende seus interesses, claro, em primeiro lugar os interesses do seu país – considerou.

Putin, que tem evitado criticar publicamente as recentes ações da Casa Branca em relação à Venezuela, ao Irã ou à proposta sobre a Groenlândia, ainda não respondeu formalmente ao convite de Trump para integrar seu Conselho de Paz, anunciado em Davos para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza.

*Com informações da Agência EFE

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