Leia também:
X Senador dos EUA defende que Brasil pague por apoio à Rússia

Juíza impede Trump de bloquear recursos da Planned Parenthood

Ordem foi emitida nesta segunda-feira

Pleno.News - 28/07/2025 17h46 | atualizado em 28/07/2025 19h04

Donald Trump Foto: EFE/EPA/FRANCIS CHUNG/POLITICO / POOL

Uma juíza federal dos Estados Unidos emitiu, nesta segunda-feira (28), uma ordem judicial preliminar que bloqueia a retirada de recursos das clínicas de saúde reprodutiva Planned Parenthood.

De acordo com um comunicado da organização, isso significa que os pacientes podem usar o plano de saúde Medicaid em seus centros, e as clínicas podem receber reembolsos pelos serviços prestados.

A juíza Indira Talwani disse em sua decisão que “restringir a capacidade dos membros de fornecer serviços de saúde ameaça com um aumento de gravidezes não intencionais e complicações associadas devido ao acesso reduzido a contraceptivos eficazes, assim como um aumento de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) não diagnosticadas ou tratadas”.

A Planned Parenthood havia apresentado sua ação judicial no início do mês ao tribunal para o distrito de Massachusetts, após a assinatura pelo presidente americano, Donald Trump, de uma lei que impedia os pacientes de usar o Medicaid em seus centros de saúde em todo o país.

No total, há cerca de 600 centros da Planned Parenthood no país. A organização se define como “o principal provedor e defensor da atenção médica sexual e reprodutiva acessível e de alta qualidade”, assim como “o maior provedor de educação sexual” nos EUA.

– Continuaremos lutando contra essa lei cruel para que todas as pessoas possam acessar contraceptivos, testes e tratamento de ISTs, exames de detecção de câncer e outros serviços de saúde essenciais, independentemente do tipo de seguro que possuam – disse na nota a presidente e diretora-geral da Planned Parenthood, Alexis McGill Johnson.

Remover a possibilidade de os pacientes usarem o Medicaid, segundo a organização, “teria consequências devastadoras para mais de um milhão de pacientes” que utilizam o plano como seguro “para obter contraceptivos, exames de detecção de câncer e muito mais”.

– As consequências não acabariam aí: se os centros da Planned Parenthood forem forçados a cortar serviços ou a fechar completamente, os pacientes que utilizam outras formas de seguro também correm o risco de perder o acesso à atenção médica, o que se soma às repercussões duradouras desse ataque – disse.

O comunicado da organização de 7 de julho advertiu que “se esta lei inconstitucional não for detida, as consequências serão nada menos que uma crise de saúde pública”.

*Com informações da Agência EFE

Leia também1 Senador dos EUA defende que Brasil pague por apoio à Rússia
2 Milei negocia acordo para que argentinos visitem EUA sem visto
3 Lula ironiza slogan: “Brasil acima de tudo, mas primeiro os EUA"
4 Lei Magnitsky deve atingir três ministros do STF; veja os nomes
5 Nos EUA, senador afirma que está na hora de Lula ligar para Trump

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.