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Juiz nega prender Keiko, mas a proíbe de se reunir com aliados

Candidato à Presidência do Peru é acusada de corrupção

Pleno.News - 21/06/2021 22h09 | atualizado em 22/06/2021 11h06

Keiko Fujimori não poderá se reunir com aliados Foto: EFE/Poder Judiciário do Peru

Um juiz peruano negou nesta segunda-feira (21) um pedido de prisão preventiva contra a candidata Keiko Fujimori feito pelo Ministério Público no processo no qual ela é acusada por diversos crimes de corrupção. O juiz, porém, impôs restrições severas que a impedirão de encontrar-se com seus colaboradores mais próximos.

O país ainda aguarda conhecer o vencedor do segundo turno das eleições presidenciais de 6 de junho, disputado entre ela e seu adversário de esquerda, Pedro Castillo.

O promotor solicitou em 11 de junho converter a liberdade condicional de Keiko Fujimori em prisão preventiva no âmbito da investigação de suposta lavagem de dinheiro de contribuições da construtora Odebrecht para suas campanhas de 2011 e 2016.

O juiz Víctor Zuñiga negou o pedido, mas decretou que Keiko deve seguir o estrito cumprimento de todas as medidas restritivas que lhe foram ditadas quando foi libertada da prisão e advertiu que, se elas não forem cumpridas, será emitida uma nova prisão preventiva contra a candidata.

A candidata, que deve ir a julgamento se não ganhar a presidência, permaneceu em prisão preventiva por 16 meses até maio de 2020. Ela foi libertada, na época, devido à pandemia de coronavírus, mas foi proibida de viajar para fora do Peru e de comunicar-se com outros réus ou testemunhas do caso.

Por esse caso, Keiko já cumpriu prisão preventiva por mais de um ano (outubro de 2018 a novembro de 2019). Ela conseguiu sair a alguns meses após um recurso, mas voltou para a prisão por mais cinco meses em 2020.

O Ministério Público pediu 30 anos e 10 meses de prisão para Keiko na investigação que a acusa pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução da justiça. Se eleita, ela teria imunidade e só poderia ser processada ao final de seus cinco anos de mandato, em 2026.

*AE

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