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Israel-Palestina: EUA opõem-se a texto de Conselho da ONU

Documento de colegiado da organização alega "possíveis expulsões" de famílias palestinas em Jerusalém

Paulo Moura - 18/05/2021 15h04 | atualizado em 18/05/2021 16h26

Fumaça e chamas são vistas após ataque aéreo israelense no norte da Faixa de Gaza Foto: EFE / EPA / HAITHAM IMAD

Os Estados Unidos voltaram a opor-se à adoção de uma declaração de paz do Conselho de Segurança da ONU a respeito do conflito envolvendo Israel e o grupo Hamas, da Palestina. O texto, que foi elaborado pela China, pela Tunísia e pela Noruega, pede “o fim da violência e o respeito ao Direito Internacional Humanitário”.

O documento foi apresentado na noite de domingo aos 15 membros do Conselho para adoção na segunda-feira (17). Mas os Estados Unidos disseram que, por hora, “não podem apoiar uma expressão” do Conselho de Segurança.

O rascunho do documento expressa “a séria preocupação” do Conselho com o conflito e alega “possíveis expulsões” de famílias palestinas em Jerusalém.

O texto também celebra os esforços internacionais para reduzir a escalada de violência, sem mencionar os Estados Unidos, e reitera o apoio do Conselho a uma solução negociada em favor de dois estados, Israel e Palestina, vivendo “lado a lado em paz” e com “fronteiras reconhecidas e seguras”.

O presidente americano, Joe Biden, anunciou na segunda-feira que conversaria com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre os combates entre Israel e o grupo Hamas, na Faixa de Gaza. O presidente americano não disse se haverá eventuais discussões em torno de um cessar-fogo.

Principal apoiador de Israel, Washington explicou durante suas duas primeiras rejeições que um texto seria “contraproducente” para seus esforços de mediação na região.

Os grupos armados palestinos, incluindo o braço militar do Hamas, lançaram mais de 3.150 projéteis contra Israel desde o início dos combates.

O exército israelense, que tem respondido aos ataques vindos da palestina, diz ter como alvos as áreas e os equipamentos do Hamas, alguns comandantes e túneis subterrâneos, e acusa o movimento islamista de usar civis como “escudos”.

O último grande confronto entre Israel e o Hamas havia acontecido em 2014 e deixou mais de 2 mil mortos.

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