Israel critica relatório que aponta ‘genocídio’ em Gaza: ‘Vergonhoso’
Documento foi emitido pela Associação Internacional de Estudiosos de Genocídio
Pleno.News - 01/09/2025 15h22 | atualizado em 01/09/2025 16h39

O Ministério das Relações Exteriores de Israel descreveu, nesta segunda-feira (1°), como “vergonhoso” o relatório da Associação Internacional de Estudiosos de Genocídio (IAGS), que descreve as ações de Israel contra a Faixa de Gaza como “genocídio”.
– Ele [o relatório] se baseia inteiramente na campanha de mentiras do Hamas e na lavagem dessas mentiras por terceiros – argumentou o Ministério das Relações Exteriores de Israel em sua conta na rede social X.
Na mesma rede social, a pasta reagiu à declaração emitida pela IAGS, que descreveu as ações de Israel em Gaza como “genocídio” e pediu ao governo israelense que cesse os ataques a civis e o “deslocamento forçado” da população.
– As políticas e ações de Israel em Gaza atendem à definição legal de genocídio no Artigo II da Convenção das Nações Unidas para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio (1948) – disse a associação em um comunicado, alegando ainda que a Corte Internacional de Justiça considerou plausível que Israel esteja cometendo genocídio e pediu ao Estado que cumpra as ordens do tribunal.
O Ministério das Relações Exteriores comentou que a declaração é uma “desgraça” e que a Associação Internacional de Estudiosos de Genocídio não conseguiu “verificar as informações”, a tarefa “mais básica” em uma investigação, ao mesmo tempo em que afirmou que seu pronunciamento consegue “inclusive deturpar” o que a Corte Internacional de Justiça disse.
Israel disse que toda a afirmação da IAGS ocorre mesmo após a “tentativa de genocídio do Hamas contra o povo judeu, assassinando 1.200 pessoas, estuprando mulheres, queimando famílias vivas e declarando seu objetivo de matar todos os judeus”.
*EFE
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