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Iraniana ganhadora do Nobel da Paz é detida, relata fundação

Caso aconteceu nesta sexta-feira

Pleno.News - 12/12/2025 16h49 | atualizado em 12/12/2025 18h09

Narges Mohammadi Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Nesta sexta-feira (12), a ativista iraniana Narges Mohammadi, ganhadora do prêmio Nobel da Paz em 2023, foi detida de forma violenta durante a homenagem a Khosrow Alikordi, um advogado de direitos humanos morto na semana passada, segundo anunciou sua fundação.

Mohammadi, de 53 anos, foi presa pelas forças de segurança iranianas, relatou a fundação em uma mensagem na rede social X, na qual detalhou que recebeu “informações confiáveis” sobre o fato.

De acordo com a fundação, os ativistas Asadollah Fakhimi, Akbar Amini, Hassan Bagherinia e Abolfazl Abri também foram detidos durante a cerimônia em homenagem a Alikordi, um conhecido advogado que foi encontrado morto em seu escritório em Teerã há uma semana.

Mohammadi entoou vários gritos durante a homenagem, incluindo “Viva o Irã”, de acordo com as imagens compartilhadas pela fundação, antes de ser detida e agredida.

A ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2023 estava em liberdade condicional e, no final de novembro, denunciou publicamente que as autoridades iranianas a proibiram “permanentemente” de sair do país e não lhe emitiram um passaporte para que pudesse visitar seus dois filhos, os quais ela não vê há 11 anos.

Mohammadi está fora da prisão há um ano, quando foi libertada por problemas de saúde. A ativista já foi presa 13 vezes, condenada nove vezes e encarcerada pela última vez em 2021.

Apesar das condenações e da prisão, a ativista dos direitos humanos e das mulheres continuou a denunciar as violações dos direitos humanos no Irã, entre elas a aplicação da pena de morte e a violência contra as mulheres que não usam o véu islâmico.

O Comitê Norueguês do Nobel concedeu em 2023 o prêmio Nobel da Paz à ativista “por sua luta contra a opressão das mulheres no Irã e pela promoção dos direitos humanos e da liberdade para todos”.

*Com informações da Agência EFE

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