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Ativista preso em protesto não foi condenado à morte, diz Irã

Erfan Soltani tem 26 anos de idade

Pleno.News - 15/01/2026 10h46 | atualizado em 15/01/2026 11h38

Erfan Soltani Foto: Reprodução / Instagram

Nesta quinta-feira (15), a agência de notícias Mizan, vinculada ao Poder Judiciário do Irã, negou que o ativista Erfan Soltani – detido durante os protestos que abalaram o país nos últimos dias – tenha sido condenado à morte. A informação ocorreu após organizações de direitos humanos no exterior terem alertado sobre o risco de que haja o enforcamento do rapaz.

– Soltani foi detido durante os distúrbios e acusado de concentração ilegal, atentado contra a segurança nacional e realização de atividades de propaganda contra o sistema. Atualmente, ele se encontra na prisão central da cidade de Karaj – informou a agência.

E acrescentou:

– Caso as acusações apresentadas contra o réu sejam comprovadas, a sentença estabelecida por lei seria de prisão; fundamentalmente, a pena de morte não está prevista para tal crime na legislação.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, já havia declarado nesta quarta-feira (14) à emissora americana Fox News que não existe nenhum plano para enforcar manifestantes detidos.

– Posso dizer com total confiança que não existe nenhum plano de enforcamento – afirmou.

Na última segunda-feira (12), a organização Iran Human Rights (IHRNGO), com sede em Oslo, repercutiu “relatos não verificados” que sugeriam que ao menos um manifestante corria risco de execução.

A ONG acrescentou que fontes próximas à família de Soltani, de 26 anos, disseram que ele havia sido preso em 8 de janeiro em Fardis, nos arredores de Teerã, e que seus familiares foram informados de que teria sido sentenciado à morte, com a execução prevista para esta quarta.

A própria organização ressaltou que, por vezes, as autoridades iranianas utilizam esse tipo de ameaça como medida de pressão.

Por sua vez, a ONG Hengaw relatou que a irmã de Erfan Soltani, que é advogada, tentou acessar o processo por canais legais, mas as autoridades impediram seu acesso à documentação do caso.

Os protestos que começaram no dia 28 de dezembro tornaram-se cenário de um massacre a partir do dia 8, quando houve uma onda de repressão em todo o país que deixou um número de mortos ainda incerto, mas que organizações como a IHRNGO situam em 3.428, além de milhares de feridos.

Até o momento, as autoridades iranianas confirmaram a morte de mais de 150 membros das forças de segurança, mas ainda não ofereceram números sobre civis, alegando que o processo de identificação dos falecidos continua em andamento.

De acordo com a versão do governo iraniano, os protestos transcorreram de forma pacífica entre 28 de dezembro e 7 de janeiro, mas tornaram-se violentos em 8 de janeiro devido à infiltração de agentes externos armados que buscavam provocar um banho de sangue para motivar uma intervenção militar dos Estados Unidos.

No último dia 8, antes das manifestações que ocorriam em todo o país, a presença policial aumentou exponencialmente em relação aos dias anteriores.

*Com informações da Agência EFE

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