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Irã executa preso por suposta colaboração com Israel e EUA

Kian foi enforcado depois que a Suprema Corte confirmou a sentença de morte

Pleno.News - 24/05/2026 12h19 | atualizado em 25/05/2026 16h57

Mulher segura bandeira do Irã Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

O Irã executou, neste domingo (24), um preso condenado por supostamente colaborar com Israel e Estados Unidos através do envio de informações sobre instalações da indústria militar iraniana durante a guerra iniciada em 28 de fevereiro.

– Mojtaba Kian, um dos colaboradores do inimigo que durante a guerra enviava informações sobre as unidades da indústria de defesa do país ao inimigo, foi executado nesta madrugada – anunciou a agência de notícias Mizan, do Poder Judiciário iraniano.

A Justiça iraniana assegurou que entre as informações transmitidas estavam coordenadas e detalhes sobre centros de produção de peças relacionadas à indústria militar iraniana.

Segundo Mizan, as investigações técnicas mostraram que um dos locais sobre os quais Kian havia fornecido informações foi atacado e “completamente destruído” três dias após o envio da informação por parte do condenado.

Kian foi enforcado depois que a Suprema Corte confirmou a sentença de morte proferida por um tribunal da província de Alborz.

As autoridades afirmaram ainda que o condenado havia confessado, durante os interrogatórios, que, após entrar em contato com uma emissora de TV via satélite da oposição, recebeu um número de telefone para o qual enviou as informações posteriormente.

O homem foi enforcado após a Suprema Corte confirmar a sentença de morte ditada contra ele, além do confisco de todos os seus bens.

A Justiça iraniana destacou que o processo, desde a detenção até a execução, foi concluído em menos de 50 dias, em linha com as ordens do chefe do Poder Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, de acelerar os casos relacionados a supostos colaboradores de Israel e EUA.

O Irã intensificou, desde o início da guerra, as prisões, processos judiciais e execuções contra supostos espiões, infiltrados e colaboradores vinculados a Israel e Estados Unidos, além de opositores e manifestantes dos protestos antigovernamentais de janeiro passado.

Na semana passada, a polícia iraniana afirmou ter prendido 6,5 mil pessoas, enquanto a Justiça do país relatou 30 execuções de supostos espiões e opositores.

*EFE

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