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Irã enforca ativista acusado de atuar como espião de Israel e EUA

Erfan Shakourzadeh era estudante de pós-graduação em Engenharia Aeroespacial da Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã

Pleno.News - 11/05/2026 12h06 | atualizado em 11/05/2026 12h35

Rua de Teerã, capital do Irã Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

As autoridades do Irã executaram Erfan Shakourzadeh, ativista de 29 anos, a quem acusavam de atuar como espião a serviço da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) e de seu equivalente de Israel, o Mossad, segundo informaram meios de comunicação iranianos.

A agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária iraniana, indicou que o jovem foi enforcado por “manter extensas comunicações com o inimigo para vender informações científicas do país”, em meio às tensões de Teerã com Washington e o Estado hebreu.

O grupo de direitos humanos Iran Human Rights havia alertado sobre a possível execução de Shakourzadeh, a quem descreveu como um estudante de pós-graduação em Engenharia Aeroespacial da Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã. O regime iraniano, por sua vez, alega que o jovem “foi recrutado para um projeto” e divulgou informações classificadas aos serviços secretos israelenses e à CIA.

– Nas primeiras etapas de comunicação, após preencher um formulário de cooperação com o Mossad, Erfan Shakourzadeh trocou informações por email; informações iniciais como dados pessoais e familiares, local de trabalho, tipos de acesso, missões e funções organizacionais que desempenhava – acrescentou a Tasnim.

A notícia da execução foi divulgada horas depois de o presidente americano, Donald Trump, considerar “totalmente inaceitável” a resposta do Irã à proposta de paz dos Estados Unidos, o que parece afastar novamente a possibilidade de um acordo para pôr fim à guerra.

O Irã acelerou as execuções desde o início da guerra, no último dia 28 de fevereiro, especialmente de réus condenados por alegados laços com Israel ou manifestantes que participaram dos protestos de janeiro.

Segundo o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, 21 pessoas foram executadas e mais de 4 mil detidas no Irã por motivos políticos ou de segurança nacional desde o início do conflito bélico.

O Irã é um dos países com o maior número de execuções do mundo e, em 2025, enforcou 1.639 pessoas, um aumento de 68% em relação ao ano anterior, a cifra mais elevada desde 1989, de acordo com o relatório anual das ONGs Iran Human Rights (IHRNGO) e Ensemble contre la Peine de Mort (ECPM).

*EFE

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