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Irã diz que conflito com os EUA no Estreito de Ormuz ‘nem começou’

Declaração foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano

Kleber Pizão - 05/05/2026 10h37 | atualizado em 05/05/2026 12h18

Mohammad Bagher Ghalibaf Foto: EFE/EPA/WAEL HAMZEH

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou, nesta terça-feira (5), que o conflito com os Estados Unidos em torno do Estreito de Ormuz “ainda nem começou” e que a nova equação do canal ainda está se consolidando. As declarações de um dos principais negociadores iranianos foram feitas no X.

— Sabemos bem que a continuidade da situação atual é insuportável para os EUA, enquanto nós ainda nem começamos — escreveu Ghalibaf.

O iraniano disse também que Washington e seus aliados colocaram em risco a segurança da navegação e do transporte de energia, com a violação do cessar-fogo e a imposição de um bloqueio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, em 7 de abril, que Washington e Teerã haviam concordado com um cessar-fogo de duas semanas. Ao fim desse prazo, o republicano afirmou que estenderia a trégua até que o Irã apresentasse uma proposta para o fim do conflito e as negociações fossem concluídas. O acordo, no entanto, tem sido marcado por acusações mútuas de violações.

Em meio às discussões, Trump também determinou, em 13 de abril, que o Exército dos EUA bloqueasse portos iranianos para pressionar a economia do país e obrigá-lo a fechar um acordo. Segundo o site Axios, que teve acesso a dados do Pentágono, o bloqueio naval já causou um prejuízo de 4,8 bilhões de dólares (R$ 23,6 bilhões) ao Irã.

Apesar da pressão, não houve avanço concreto. No último sábado (2), Trump afirmou que analisaria uma nova proposta iraniana, mas disse duvidar que ela leve a um acordo. Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.

A região tornou-se um dos principais pontos de tensão nas negociações, já que os EUA defendem a reabertura total da via, enquanto o Irã busca ampliar seu controle sobre a navegação e cogita impor restrições ou taxas para embarcações que cruzem a área.

*Com informações AE

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