Irã ameaça minar Golfo Pérsico caso sofra ataque dos EUA
País assegurou que todo o golfo entraria em situação similar a Ormuz
Pleno.News - 23/03/2026 10h10 | atualizado em 23/03/2026 10h52

O Irã ameaçou nesta segunda-feira (23) minar todas as vias de acesso e rotas de comunicação do Golfo Pérsico se suas ilhas forem atacadas pelos Estados Unidos. O país apontou neste domingo (22) que está sobre a mesa a invasão da ilha de Kharg, onde fica o principal centro petrolífero iraniano.
– Qualquer tentativa do inimigo de atacar as costas ou ilhas iranianas provocará, de forma natural e conforme a prática militar habitual, a minagem de todas as vias de acesso e rotas de comunicação no Golfo Pérsico e em suas costas com diferentes tipos de minas navais, incluindo minas flutuantes lançadas a partir da costa – advertiu o Conselho de Defesa iraniano.
O órgão assegurou que, se a situação chegasse a esse extremo, “todo o Golfo Pérsico passaria durante longos períodos a uma situação semelhante à do Estreito de Ormuz, ou seja, todo o golfo ficaria praticamente bloqueado”.
Nessas circunstâncias, a passagem pelo Estreito de Ormuz para “países não hostis” seria coordenada pelo Irã. O Conselho acrescentou que toda a responsabilidade seria do “agressor”, em referência aos Estados Unidos.
A advertência ocorre após o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, ter declarado ontem que todas as opções, incluindo o envio de tropas para garantir a segurança da ilha de Kharg — que abriga o maior terminal de exportação de petróleo da República Islâmica —, estão sobre a mesa.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou na noite deste sábado (21) que, “se o Irã não abrir totalmente o estreito em um prazo de 48 horas a partir deste momento, os EUA atacarão e arrasarão suas diversas centrais elétricas”.
A república islâmica respondeu com um tom de desafio a Trump, ameaçando, por sua vez, atacar as instalações energéticas no Golfo Pérsico e bloquear totalmente o Estreito de Ormuz.
Por essa passagem estratégica transitam 20% das exportações globais de petróleo bruto, volume que diminuiu enormemente desde o início da guerra devido aos ataques iranianos, o que fez os preços do petróleo dispararem.
*EFE
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