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Há anos, indicador é usado para monitorar movimentações atípicas no Pentágono e outras forças de segurança dos EUA

Thamirys Andrade - 05/01/2026 11h46 | atualizado em 05/01/2026 17h06

Pizza (Imagem ilustrativa) Foto: Unsplash / Ivan Torres

Na madrugada do último sábado (3), data em que os Estados Unidos invadiram a Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro, o chamado “índice da pizza” já indicava que algo estava para acontecer. Monitorado informalmente pela conta Pentagon Pizza Report na rede social X, esse indicador costuma registrar picos de frequência bem acima do normal quando uma ação por parte do Pentágono e outras forças de segurança dos EUA está para ocorrer.

A lógica é a seguinte: nessas ocasiões, funcionários de agências de segurança trabalham até mais tarde e precisam optar por comida rápida disponíveis nos arredores. A opção mais pedida costuma ser justamente ela: a pizza.

Na noite da captura de Maduro, o perfil que acompanha a movimentação de pizzarias e bares nos arredores do Departamento de Defesa via dados do Google Maps emitiu alertas entre 1h e 4h da manhã, sinalizando números bem acima do normal, especialmente em estabelecimentos como Papa Johns e Pizzato Pizza.

O momento coincidiu com os bombardeios em Caracas, que começaram por volta de 2h da manhã no horário local, com duração de 30 minutos. O pico nos pedidos por pizza aconteceu ainda uma hora antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar ter capturado o ditador venezuelano.

Esse padrão foi observado também em outras ocasiões de ação militar e foi capaz de prever os ataques de Israel contra o Irã cerca de uma hora antes das primeiras explosões, em junho de 2025. O indicador passou a ser monitorado com esse fim desde 1990, quando notou-se aumento no número de pedidos por parte da CIA antes da invasão do Kuwait pelo Iraque.

Durante a Guerra Fria, o monitoramento era levado a sério por agentes da KGB, que observavam a quantidade de entregas de pizza em Washington a fim de rastrear possíveis movimentações por parte do alto escalão do governo norte-americano. A prática ficou conhecida como Pizzint, uma junção entre os termos pizza e intelligence (pizza e inteligência).

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