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Hamas dispara dezenas de foguetes contra Tel Aviv e aciona alarmes antiaéreos

Integrantes e simpatizantes do movimento islâmico celebraram o ataque nas ruas de Gaza

Pleno.News - 11/05/2021 16h04 | atualizado em 11/05/2021 16h32

Hamas dispara dezenas de foguetes contra Tel Aviv e aciona alarmes antiaéreos Foto: Reprodução/Israel Defense Forces

O movimento islâmico Hamas disparou nesta terça-feira (11) 130 foguetes contra Tel Aviv, um dos principais núcleos urbanos de Israel, e o centro do país, fazendo soar os alarmes antiaéreos.

O Hamas já tinha ameaçado disparar contra a região caso algum ataque atingisse o conhecido edifício Hanide, de 14 andares, na cidade de Gaza, que foi bombardeado por aviões de combate nesta tarde.

Integrantes e simpatizantes do Hamas celebraram o ataque nas ruas de Gaza. A ofensiva a Tel Aviv, a 60 quilômetros de Gaza, vem depois de o Hamas já ter lançado sete foguetes em Jerusalém na segunda-feira (10), após protestos e motins entre palestinos e forças israelenses que serviram como gatilho para esta escalada da tensão, a mais agressiva dos últimos anos.

Até agora, a atual onda de violência resultou na morte de 28 palestinos do enclave e de duas mulheres em Israel.

De acordo com o Exército israelense, o Hamas e o grupo Jihad Islâmica lançaram pelo menos 630 foguetes contra Israel em pouco mais de 24 horas. Cerca de 200 foram interceptados pelo sistema antimíssil, enquanto 150 falharam e caíram dentro de Gaza.

Os alarmes não pararam de tocar desde ontem nas comunidades israelenses na divisa com a Faixa de Gaza, em alerta máximo. Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta terça-feira que o Exército aumentará “a intensidade e quantidade” dos bombardeios de retaliação contra Gaza.

O Exército também mobilizou milhares de reservistas e se prepara para uma escalada. De acordo com a imprensa local, até agora nenhum dos mediadores que normalmente se comunicam entre Hamas e Israel foi capaz de amenizar a situação e não há uma saída iminente para este forte pico de violência.

*Com informações da Agência EFE

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