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Groenlândia pede a moradores para estocarem suprimentos

Governo divulgou guia para preparar população para crises, em meio à tensão geopolítica com os EUA

Thamirys Andrade - 22/01/2026 11h28 | atualizado em 22/01/2026 14h32

Groenlândia Foto: Unsplash | Annie Spratt

Sem mencionar diretamente as tensões geopolíticas com os Estados Unidos, o governo da Groenlândia divulgou nesta quarta-feira (21) um guia para que a população se prepare para crises, no qual pede que cada família estoque suprimentos suficientes para sobreviver por cinco dias sem ajuda externa.

No documento, as autoridades afirmam que a autossuficiência doméstica é fundamental para que o governo possa concentrar seus esforços onde as necessidades e vulnerabilidades forem maiores.

O prazo de cinco dias foi estipulado com base em análises de riscos, para prevenir cenários em que serviços básicos possam ser temporariamente interrompidos. A ideia é dar tempo para que o sistema do país se normalize.

Entre os itens considerados essenciais estão ao menos 3 litros de água por dia, alimentos em conserva ou que possam ser armazenados fora da geladeira e que não precisem passar por processo de cozimento. Também é recomendado buscar fonte alternativa de calor, roupas térmicas, cobertores e velas.

Remédios e kits de primeiros socorros com curativos são alguns dos outros itens citados, além de produtos de higiene. Power banks, baterias, lanternas e dinheiro em espécie também são recomendados. O governo ainda cita que, em caso de emergência, o ideal é manter todas as pessoas da casa em um só cômodo como forma de preservar o calor.

Na lista de motivos que poderiam acionar o sistema de emergência, o governo lista tensões geopolíticas, eventos climáticos, falhas tecnológicas, ataques cibernéticos e acidentes.

As recomendações acontecem em um contexto em que o presidente Donald Trump tem falado reiteradamente em anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca ao seu país. Ele cita como motivos questões de segurança nacional, apontando o aumento da influência russa e chinesa na região.

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