Gaza: Netanyahu rejeita roteiro previsto no plano de Trump
Premiê israelense diz que Israel não se retirará de Gaza até que o Hamas se desarme
Pleno.News - 09/08/2026 11h06 | atualizado em 11/08/2026 18h10

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou neste domingo (9) o plano de 15 pontos anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e divulgado pelo Conselho de Paz para avançar para a segunda fase do cessar-fogo, e reiterou que Israel não abandonará a Faixa de Gaza até que o Hamas se desarme.
– Israel rejeita o documento de 15 pontos. As Forças de Defesa de Israel [IDF, na sigla em inglês] não se retirarão até que o Hamas se desarme. E quando digo desarmar o Hamas, refiro-me a todas as suas armas: as pesadas, as menos pesadas, todas! Estamos falando de um desarmamento real, não de um fictício – afirmou Netanyahu, em uma mensagem em vídeo.
Além disso, Netanyahu acrescentou que seus aliados americanos têm algumas “ideias inaceitáveis” para Israel, às quais devem “se opor”, e disse estar dialogando com eles. Mas, após o anúncio de Trump do plano de 15 pontos no último dia 30 de julho, um funcionário da Casa Branca garantiu que o presidente ficaria “muito, muito decepcionado” se Israel não cumprisse sua parte.
– Enquanto eu for primeiro-ministro, nenhum Estado palestino será criado, nem na Cisjordânia nem em Gaza. Nem “Fatahistão” nem “Hamastão” – reiterou Netanyahu.
No dia 30 de julho, Trump anunciou que o Conselho de Paz havia chegado a um acordo para o desarmamento total do Hamas e de outros grupos da Faixa de Gaza, o que ele classificou como um “acordo histórico” que permitiria avançar para a segunda fase do cessar-fogo.
Esse novo plano, baseado em um roteiro de 15 pontos, tinha como objetivo reativar o plano inicial de paz de 20 pontos e obrigava Israel a se comprometer com o que foi assinado em outubro de 2025 durante o Protocolo de Sharm el-Sheikh (Egito), incluindo a “cessação das operações militares” em Gaza.
Embora o Hamas tenha aceitado oficialmente o plano de 15 pontos, os líderes do grupo condicionaram seu desarmamento à retirada total de Israel da Faixa de Gaza e alertaram que, se Israel não cumprisse o acordado, eles também não o fariam.
Esse acordo se baseava em uma implementação gradual e recíproca, conforme declarou o presidente Trump, mas no último dia 3 de agosto, após uma reunião entre Netanyahu e o representante do Conselho de Paz, Nikolay Mladenov, o órgão informou que, “ao contrário de relatos imprecisos, a retirada das Forças de Defesa de Israel para além da linha amarela só ocorrerá após a conclusão do desarmamento” do Hamas.
*EFE
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