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França: Le Pen diz que concorrerá à presidência, se Justiça permitir

Caso Justiça barre candidatura, ela apoiará o afilhado político, Jordan Bardella

Pleno.News - 02/12/2025 11h13 | atualizado em 02/12/2025 12h43

Marine Le Pen, principal nome do partido Reagrupamento Nacional Foto: EFE/EPA/ANDRE PAIN

A líder da direita da França, Marine Le Pen, afirmou, nesta terça-feira (2), que será candidata ao Palácio do Eliseu nas próximas eleições presidenciais previstas para 2027 se a Justiça permitir. Ela afirma que, caso vença, seu afilhado político, Jordan Bardella, será seu primeiro-ministro.

– As coisas são extremamente claras: se eu puder ser candidata, serei e ele será meu primeiro-ministro; se eu não puder ser candidata, ele será – destacou Le Pen, em uma entrevista à emissora BFMTV.

A líder conservadora fez a declaração ao ser indagada sobre uma pesquisa do instituto Ifop-Fiducial publicada pelo jornal Le Figaro e pela Sud Radio, que mostra que a candidatura de Bardella, atual presidente do Reagrupamento Nacional (RN), é a que recebe o maior apoio dos entrevistados (44%), ficando ligeiramente à frente da de Le Pen (40%).

– Só posso me felicitar pela confiança dos franceses em Jordan Bardella ser tão sólida – comentou Le Pen.

Além disso, a líder política – descrita como “ultradireitista” pela mídia francesa – se queixou da forma como “as elites tentam impor” seus pontos de vista e replicou que “isso não funciona conosco”, porque “somos Jordan e eu que decidimos”.

Le Pen enfrentará um processo em apelação de 13 de janeiro a 12 de fevereiro para saber se será confirmada a condenação que recebeu em setembro a cinco anos de inabilitação com execução imediata e quatro anos de prisão (três deles poderiam ser cumpridos com tornozeleira eletrônica), por desvio de fundos públicos do Parlamento Europeu.

A chefe do RN antecipou que perante o Tribunal de Apelação de Paris vai “defender [sua] inocência e defender o direito dos franceses de poderem votar em quem quiserem” e assegurou que não está desanimada, ao contrário do que se afirma.

– Ouvi isso 50 vezes, fui enterrada dez vezes na minha carreira, mas o desânimo não faz parte dos meus defeitos, porque na política o desânimo é um defeito, é preciso ser combativo e perseverante – argumentou.

*EFE

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