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Explosão é registrada perto de local de votação na Bolívia

Pleito deve resultar em saída da esquerda do poder no país após 20 anos

Pleno.News - 17/08/2025 13h08 | atualizado em 18/08/2025 17h07

Militares protegem local de votação na Bolívia Foto: EFE/Jorge Abrego

Uma explosão foi registrada neste sábado (16) nas proximidades de uma seção eleitoral da comunidade de Kutimarca, em Cochabamba, na Bolívia. Segundo o comandante departamental da Polícia, Edson Claure, não houve feridos.

Apesar do ocorrido, a Agência Boliviana de Informação afirmou que a votação transcorreu normalmente neste domingo (17), sem registro de incidentes. Ainda nas primeiras horas da manhã, por volta das 5h40, equipes do Tribunal Eleitoral Departamental chegaram ao local da explosão acompanhadas por militares para monitorar a situação.

SOBRE AS ELEIÇÕES
Na Bolívia, 7,5 milhões de pessoas maiores de 18 anos estão habilitadas para eleger presidente, vice-presidente e os parlamentares para um período de cinco anos, e outros 369,3 mil cidadãos estão aptos a votar no exterior, embora possam escolher somente a chapa presidencial e não sejam obrigados a votar.

Entre as oito organizações políticas que concorrem às eleições, duas candidaturas opositoras aparecem como favoritas: a do empresário de centro-direita Samuel Doria Medina e a do ex-presidente de direita Jorge Tuto Quiroga, que podem disputar um inédito segundo turno, caso se confirme o que mostram as pesquisas.

Se isso ocorrer, será a primeira vez que a Bolívia terá um segundo turno, possibilidade incluída na Constituição vigente desde 2009 que estabelece que haverá segundo turno se nenhuma das candidaturas alcançar mais de 50% dos votos válidos ou um mínimo de 40% com pelo menos dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

Esse cenário também representará a saída da esquerda do poder após duas décadas, pois as pesquisas situam o governista Eduardo del Castillo nos últimos lugares, enquanto o presidente do Senado, Andrónico Rodríguez, da Aliança Popular, que era considerado o sucessor do ex-presidente Evo Morales, também não aparece com porcentagens que o aproximem sequer do segundo turno.

*Com informações EFE

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