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EUA: Trump bloqueará TikTok e WeChat em lojas de aplicativos

Segundo o governo americano, esses aplicativos coletam grandes quantidades de dados de usuários

Pleno.News - 18/09/2020 16h59 | atualizado em 18/09/2020 18h27

Donald Trump, presidente dos EUA Foto: EFE/David T. Foster III

O governo dos Estados Unidos vai proibir a partir de domingo os downloads de TikTok e WeChat em lojas virtuais no país, informou o Departamento de Comércio americano nesta sexta-feira (18).

Os dois aplicativos são de propriedade chinesa e usados por mais de 100 milhões de pessoas nos EUA. As restrições incluirão a transferência de recursos e o processamento de pagamentos por meio do WeChat dentro do país a partir de domingo (20). Já as transações semelhantes no TikTok entrarão em vigor em 12 de novembro.

Trump tem reiterado que o TikTok, uma das redes sociais que mais cresceram nos últimos anos, representa uma “ameaça” para a segurança nacional dos EUA e está tentando forçar sua venda para uma empresa americana.

– Estas medidas provam, mais uma vez, que o presidente (Donald) Trump fará tudo o que puder para garantir nossa segurança nacional e proteger os americanos das ameaças do Partido Comunista Chinês. Por instruções do presidente, tomamos medidas significativas para combater a coleta maliciosa de dados pessoais da China sobre cidadãos americanos, enquanto promovemos nossos valores nacionais, normas democráticas sustentadas por regras e a aplicação vigorosa das leis e regulamentos americanos – disse o secretário de Comércio, Wilbur Ross, em comunicado.

De acordo com o governo dos EUA, TikTok e WeChat “coletam grandes quantidades de dados de usuários, incluindo atividades de rede, localização e histórico de busca e navegação”.

Estas empresas, de acordo com o Departamento de Comércio, são participantes ativas nas atividades civis e militares combinadas da China e estão sujeitas à cooperação obrigatória com os serviços de inteligência do Partido Comunista Chinês.

Na quinta-feira (17), um juiz federal ouviu os argumentos dos usuários do WeChat que apresentaram uma denúncia contra a proibição, mas não houve uma decisão imediata.

Em sua argumentação no caso na quarta-feira (16), os advogados do Departamento de Justiça disseram que o governo não tomará medidas legais contra indivíduos que utilizam o WeChat “para comunicar informações pessoais ou comerciais entre usuários”, e os denunciantes alegaram que isso não esclarece quais atividades serão especificamente proibidas.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, anunciou na segunda-feira que o governo iria rever no Comitê de Investimentos Estrangeiros o acordo firmado entre a americana Oracle e a chinesa ByteDance, proprietária do TikTok, de forma a garantir que os dados dos cidadãos dos EUA e seus telefones sejam protegidos.

O Ministério das Relações Exteriores chinês se opõe à venda forçada do TikTok, uma operação que, em sua opinião, viola os princípios da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O governo chinês vê a intenção de vender o TikTok como mais um capítulo na guerra comercial entre Pequim e Washington.

*Com informações da Agência EFE

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