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Mike Pompeo advertiu que seu país "não ficará de braços cruzados"

Jade Nunes - 25/03/2019 14h44 | atualizado em 25/03/2019 16h40

Mike Pompeo Foto: EFE/Andre Pain

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, advertiu nesta segunda-feira (25) em conversa por telefone com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, que seu país “não ficará de braços cruzados” enquanto Moscou “exacerba” a tensão na Venezuela.

– O secretário (Pompeo) disse a Lavrov que nem os EUA nem os países regionais permanecerão de braços cruzados enquanto a Rússia exacerba as tensões na Venezuela – revelou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Robert Palladino, em comunicado.

Durante a conversa, Pompeo afirmou que “a inserção contínua de contingente militar russo para apoiar o regime ilegítimo de Nicolás Maduro na Venezuela pode prolongar o sofrimento do povo venezuelano, que apoia de forma avassaladora o presidente interino Juan Guaidó”.

Segundo a nota, o chefe da diplomacia americana pediu à Rússia que mude “seu comportamento não construtivo” e se una a outras nações, “inclusive a arrasadora maioria de países do Ocidente, que busca um futuro melhor para o povo venezuelano”.

No domingo, dois aviões militares russos aterrissaram no aeroporto internacional de Maiquetía, o principal da Venezuela e que atende Caracas, informaram veículos de imprensa locais e um legislador opositor.

De acordo com o jornal El Nacional, quase 100 militares russos chegaram à Venezuela com 35 toneladas de material não especificado, sob o comando do major-general Vasilly Tonkoshkurov.

Não se sabe o motivo da visita, embora Venezuela e Rússia tenham antecipado, em dezembro do ano passado, que ativariam “mesas de trabalho conjunto” para elevar a capacidade de defesa do país sul-americano em relação a possíveis ataques.

A Rússia é um dos maiores aliados do presidente Nicolás Maduro, a quem apoia de maneira pública diante do líder do parlamento, Juan Guaidó, que se autoproclamou, em 23 de janeiro, chefe de Estado interino, invocando artigos da Constituição.

Os EUA foram o primeiro país a reconhecer Guaidó, ato que foi seguido por mais de 50 nações, entre elas o Brasil, e adotaram várias ações para pressionar Maduro, como a revogação de vistos e sanções à empresa Petróleos de Venezuela (PDVSA), principal fonte de divisas para Caracas.

*Com informações da Agência EFE

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