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Pleno.News - 22/05/2024 20h02 | atualizado em 23/05/2024 11h13

Bandeira palestina Foto: EFE/EPA/ALAA BADARNEH

Os Estados Unidos declararam, nesta quarta-feira (22), que a criação de um Estado palestino deve acontecer por meio de “negociações diretas” entre os envolvidos, e não por um “reconhecimento unilateral”, rejeitando a iniciativa da Espanha, da Irlanda e da Noruega de reconhecer um Estado palestino.

– O presidente [Joe Biden] é um forte apoiador de uma solução de dois Estados e tem sido assim ao longo de sua carreira – disse um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos para a CNN.

E completou:

– Ele acredita que um Estado palestino aconteceria por meio de negociações diretas entre as duas partes, não pelo reconhecimento unilateral – apontou.

No último domingo (19), em discurso na formatura da Morehouse College, em Atlanta, Biden declarou que apoiava a solução de dois Estados.

– Estou trabalhando para garantir que finalmente consigamos uma solução de dois Estados – a única solução para os dois povos viverem em paz, segurança e dignidade – afirmou.

O anúncio feito pelos três países europeus nesta quarta-feira, embora simbólico, aprofunda o isolamento de Israel depois de quase oito meses de guerra contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.

Como reação, Benjamin Netanyahu convocou os embaixadores dos três países, acusando os europeus de “recompensarem” o Hamas pelo ataque de 7 de outubro.

Também em resposta, o ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, fez uma visita ao complexo da mesquita de Al-Aqsa – um ponto crítico em Jerusalém que é sagrado para muçulmanos e judeus, que se referem a ele como o Monte do Templo. Na visita, declarou:

– Nós não permitiremos sequer uma declaração sobre o Estado Palestino.

O governo de Netanyahu opõe-se à criação de um Estado palestino e afirma que o conflito só pode ser resolvido por meio de negociações diretas.

*AE

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