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EUA proibirão que ajuda externa seja usada para financiar aborto

Informação foi revelada por um funcionário do Departamento de Estado

Pleno.News - 22/01/2026 20h55 | atualizado em 23/01/2026 12h21

EUA proibirão que ajuda externa seja usada para financiar aborto e diversidade (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik/Racool_studio

O governo de Donald Trump proibirá que a ajuda externa dos Estados Unidos seja usada para financiar o aborto e iniciativas de diversidade e equidade. A informação foi revelada, nesta quinta-feira (22), por um funcionário do Departamento de Estado.

O governo publicará, nesta sexta-feira (23), três novas regulamentações que ampliam a chamada Política da Cidade do México para cortar o acesso a mais de 30 bilhões de dólares (R$ 158, 58 bilhões) em assistência global.

Essa política agora se aplicará não apenas a organizações sem fins lucrativos estrangeiras, mas também a organizações internacionais e ONGs americanas que operam fora do país.

A norma, implementada desde 1984 durante o mandato do então presidente republicano Ronald Reagan, impede que ONGs estrangeiras recebam certas formas de financiamento americano se prestarem serviços relacionados ao aborto ou defenderem os direitos reprodutivos no exterior.

A Política da Cidade do México costuma ser revogada quando um democrata assume a presidência e restabelecida por meio de ordens executivas quando um republicano vence as eleições, embora tradicionalmente tenha se limitado a restringir apenas os recursos destinados à assistência para planejamento familiar, ou seja, serviços que permitem às pessoas escolher se querem ter filhos.

No entanto, Trump ampliou-a para que se aplicasse a todos os recursos de assistência à saúde global durante seu primeiro mandato.

Ao retornar à Casa Branca em janeiro de 2025, Trump a restabeleceu como parte de sua campanha contra as políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) e a chamada cultura woke.

Em novembro do ano passado, o governo republicano ordenou às embaixadas dos Estados Unidos que “tomassem nota” dos países cujas autoridades promovem ou financiam o aborto, a eutanásia, a mudança de sexo em menores ou políticas de diversidade, entre outras questões.

*Com informações da Agência EFE

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