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EUA pedem libertação de todos os presos políticos na Venezuela

Solicitação ocorreu durante uma sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA)

Pleno.News - 21/01/2026 21h02 | atualizado em 22/01/2026 14h37

Leandro Rizzuto Foto: EFE/ Lenin Nolly

Nesta quarta-feira (21), os Estados Unidos solicitaram a libertação incondicional dos cerca de mil presos políticos que, segundo estimativas, continuam nas prisões venezuelanas. O pedido ocorreu durante uma sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA),

A sessão da OEA foi convocada para tratar da questão dos presos.

– Aproximadamente mil pessoas permanecem injustamente detidas. Os Estados Unidos instam à libertação incondicional de todos os presos políticos injustamente detidos – afirmou o embaixador americano Leandro Rizzuto.

Ele também garantiu que “abordar as detenções políticas será um componente essencial da fase de recuperação e reconciliação para alcançar a estabilidade, a prosperidade e a normalidade na Venezuela”.

O diplomata acrescentou que os Estados Unidos advertem “todos aqueles que participam de violações dos direitos humanos e abuso de poder que serão plenamente responsáveis por seus atos e que apoiam firmemente o povo venezuelano e as instituições desta organização que promovem a estabilidade regional e defendem a democracia, os direitos humanos e o Estado de Direito”.

Antes da intervenção dos Estados Unidos, compareceu a relatora para a Venezuela da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Gloria Monique de Mees, que afirmou que foram libertados 143 presos políticos e não os 406 que afirma o governo presidido interinamente por Delcy Rodríguez.

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, reuniu-se na terça-feira (20) com o presidente da OEA, Albert Ramdin, e denunciou em Washington que o chavismo “manipulou a situação” na Venezuela e que “não é verdade que tenham libertado a maioria dos presos políticos”.

Algumas horas depois dessas declarações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, por outro lado, que o governo de Rodríguez libertou muitos deles.

De Mees deu destaque para as informações e dados de organizações internacionais, como a Human Rights Watch (HRW), que denunciam a existência e manutenção de instalações na Venezuela nas quais os direitos humanos são violados.

A relatora para a Venezuela insistiu na necessidade de “transparência e clareza” por parte das autoridades venezuelanas e insistiu na necessidade de visitar o país sul-americano para conhecer a situação em primeira mão. De fato, De Mees explicou em outubro do ano passado que a última visita da Comissão à Venezuela “ocorreu em 2002, há mais de 20 anos. Desde então, todos os novos pedidos, em 2017 e em 2020, foram rejeitados”.

No mesmo sentido, pronunciou-se o segundo vice-presidente e relator sobre os Direitos das Pessoas Privadas de Liberdade e para a Prevenção e Combate à Tortura da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Edgar Stuardo Ralón Orellana, que mostrou sua preocupação com as detenções arbitrárias na Venezuela, que se tornaram “um padrão usado pelo regime venezuelano”.

Além desses discursos, os demais países que fazem parte da OEA manifestaram sua condenação à existência de presos políticos na Venezuela e mostraram disposição de colaborar para sua libertação, apelando ao direito internacional, somando-se à posição da Argentina, que foi o país que solicitou a inclusão do assunto na agenda da reunião.

*Com informações da Agência EFE

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