EUA afirmam que acordo de paz com o Irã já está assinado
Estreito de Ormuz está parcialmente aberto, segundo Donald Trump
Kleber Pizão - 15/06/2026 17h18 | atualizado em 15/06/2026 18h49

Os governos dos Estados Unidos e do Irã assinaram digitalmente o acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio nesta segunda-feira (15). O anúncio foi feito pelo vice-presidente americano, J.D. Vance, ao canal ABC. O documento definitivo será publicado após a cerimônia oficial em Genebra, na Suíça, até o fim desta semana.
O tratado foi assinado por Donald Trump, pelo vice J.D. Vance e por Mohammad Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano. Washington considera que Qalibaf tem autorização do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, para representar o país e selar os termos da negociação de paz.
Os termos iniciais preveem a abertura imediata do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã, de acordo com a agência Reuters. A cerimônia presencial da próxima sexta-feira (19) terá a presença de Vance, mas a lista completa de autoridades das duas nações que comparecerão ainda não foi confirmada.
— O acordo já está totalmente assinado. E o estreito [de Ormuz] já está parcialmente aberto — confirmou Donald Trump.
O pacto estabelece o alívio de sanções e o descongelamento de bens de Teerã, mas os EUA aguardam as ações iranianas para cumprir essa etapa. Ambas as nações declararam publicamente que mantêm um sentimento de profunda desconfiança mútua em relação ao cumprimento das metas.
Houve divergência sobre as regras no Estreito de Ormuz. Trump afirmou que não haverá cobrança de pedágio na região. Contudo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, anunciou que exigirá uma taxa de serviço aos navios que passarem pelo local.
— Sempre afirmamos que não pretendemos cobrar taxas de trânsito, mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguro de navios e outros serviços necessários — disse.
O canal é uma rota comercial estratégica, controlada na prática pelo Irã, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás mundial. Até o momento, o governo dos Estados Unidos não emitiu um posicionamento oficial sobre a taxa de serviço anunciada por Teerã.
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