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Espanha fará outra investigação sobre origem de surto de peste

Anúncio foi feito nesta sexta-feira

Pleno.News - 05/12/2025 19h11 | atualizado em 17/12/2025 18h56

Espanha (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Mikhail Nilov

Nesta sexta-feira (5), o Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha anunciou que abrirá uma nova investigação sobre a origem do surto de peste suína africana (PPA) detectado na região da Catalunha, após ter recebido o relatório do laboratório de referência da União Europeia.

Segundo o ministério, todos os vírus que circulam atualmente nos países membros da UE pertencem aos grupos genéticos 2-28 e não ao novo grupo genético 29, do qual faz parte o vírus causador do surto na província de Barcelona, muito semelhante ao grupo genético 1 que circulou na Geórgia em 2007.

A descoberta de um vírus semelhante ao que existia na Geórgia “não exclui, portanto, que sua origem possa estar em uma instalação de confinamento biológico”, conforme acrescentou o ministério.

O relatório da UE comunica os resultados da sequenciação do genoma do vírus da PPA, uma investigação complementar à iniciada em 28 de novembro, data em que foi detetado o surto de peste suína africana em Cerdanyola del Vallès (Barcelona).

A estirpe Geórgia 2007 é um vírus de “referência” frequentemente utilizado em infecções experimentais em instalações de confinamento para realizar estudos ou avaliar a eficácia das vacinas, que se encontram atualmente em fase de desenvolvimento.

O relatório conclui que “é possível” que a origem do vírus não esteja em animais ou produtos de origem animal provenientes de algum dos países onde a infecção está atualmente presente, explicou o ministério.

Com tudo isso, a Direção Geral de Saúde da Produção Agroalimentar e Bem-Estar Animal comunicou ao Serviço de Proteção da Natureza (Seprona) da Guarda Civil espanhola a necessidade de investigar os fatos, como autoridade competente.

Além disso, o órgão iniciou um procedimento de investigação da origem do vírus no âmbito do artigo 57.2 do regulamento da UE de 2016.

De acordo com esse artigo, o objetivo é identificar os estabelecimentos e unidades epidemiológicas, as empresas alimentares e de rações, os estabelecimentos de subprodutos e outros locais onde os animais possam ter sido infectados ou contaminados.

Além disso, pretende-se obter informações sobre a movimentação de animais em cativeiro, pessoas, produtos, veículos ou qualquer outro material ou meio que possa ter contribuído para a propagação do agente patogênico durante o período anterior à notificação da suspeita ou à confirmação da doença.

FALTA DE TRANSPARÊNCIA
Um relatório do ministério espanhol, divulgado em 13 de novembro, apontou a falta de transparência e colaboração de Rússia, Ucrânia e Belarus como fatores que dificultaram a avaliação do risco de peste suína africana na União Europeia.

O estudo, divulgado dias antes do surgimento da peste suína na Espanha, aborda a situação desta doença, começando pela sua introdução na Rússia.

A peste entrou no país a partir do Cáucaso, em 2007 e, em 2012, aumentaram as notificações de focos na zona central. A presença da doença foi finalmente confirmada em outros países limítrofes com a UE, como Ucrânia (2012) e Belarus (2013).

*Com informações da Agência EFE

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