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Embaixador do Irã não responde questão sobre urânio enriquecido

Abdollah Nekounam foi perguntado sobre o motivo de o país manter 409 quilos de urânio enriquecido a 60%

Paulo Moura - 03/03/2026 14h57 | atualizado em 03/03/2026 15h52

Embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, evitou responder nesta segunda-feira (2) a um questionamento sobre o motivo de seu país manter 409 quilos de urânio enriquecido a 60%, percentual que já poderia ser considerado aplicável para fins militares.

Embora o governo iraniano sustente que seu programa nuclear não tem finalidade bélica, não foi apresentada explicação específica para o uso do material enriquecido nesse patamar. O grau de enriquecimento indica a concentração do isótopo físsil: usinas nucleares operam com cerca de 5%, enquanto aplicações médicas utilizam aproximadamente 20%.

O nível de 60%, por sua vez, é tecnicamente associado à propulsão naval, como em navios e submarinos, enquanto o enriquecimento a 90% é considerado apto para fabricação de armas nucleares. Estima-se que uma bomba possa demandar entre 15 quilos e 60 quilos de urânio altamente enriquecido.

Nekounam concedeu entrevista na sede da embaixada, em Brasília, para comentar os ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã no último sábado (28). Ao ser questionado sobre o enriquecimento a 60%, afirmou que a resposta exigiria “estudar a história das negociações de 2015”, em referência ao acordo nuclear entre Irã, os Estados Unidos e outras potências.

O diplomata declarou que o entendimento foi “rasgado” pelo presidente norte-americano Donald Trump, ao retirar unilateralmente os EUA do acordo em 2018. Segundo ele, há 15 resoluções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que atestariam a conduta iraniana antes da saída americana.

Na entrevista, o embaixador também classificou como “valoroso” o posicionamento do governo brasileiro após os ataques. Em nota divulgada no último sábado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a negociação entre as partes é “o único caminho viável para a paz”.

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