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Em meio à pandemia, Macron perde maioria no governo

Deputados abandonaram partido do presidente francês

Pleno.News - 19/05/2020 15h51

Presidente da França Emmanuel Macron Foto: EFE/Ludovic Marin

O partido do presidente francês, Emmanuel Macron, perdeu nesta terça-feira (19) a maioria que possuía dentro da Assembleia Nacional após um grupo de deputados anunciar sua saída da sigla por discordar de parte das políticas econômicas do mandatário.

Ao todo, sete parlamentares romperam com a República em Marcha (LREM), a legenda criada pelo próprio Macron em 2016 para apoiar sua então candidatura à Presidência.

Os deputados anunciaram que farão parte de um novo grupo que está sendo formado no Parlamento, o Ecologia, Democracia, Solidariedade, que terá uma plataforma mais à esquerda do que a do atual presidente.

Com isso, o LREM passará a ter 288 deputados, um a menos do que o necessário para ter maioria absoluta na Casa.

O grupo de parlamentares disse que não irá fazer oposição ao governo e que o objetivo da medida é convencer Macron a adotar políticas que beneficiem os trabalhadores e o meio ambiente.

Segundo Aurelien Tache, um dos desertores, a ação é necessária para impedir o fortalecimento da ultradireita antes da próxima eleição presidencial, em 2022..

– Se não mostrarmos resultados rapidamente, o risco é a França escolher a pior opção em 2022 e é isso que queremos evitar a todo custo – afirmou ele

Com uma plataforma centrista, Macron foi eleito no segundo turno em 2017 em uma disputa contra Marine Le Pen, líder da direita radical no país.

Desde a vitória, porém, o presidente tem enfrentado dificuldades para aprovar as reformas econômicas e sociais que prometeu na campanha e ainda teve que enfrentar a onda de protestos dos “coletes amarelos”.

A sigla de Macron já havia sofrido uma série de deserções de parlamentares frustrados por sua centralização na tomada de decisões e por suas políticas pró-mercado. Na eleição de 2017, o partido elegeu 314 deputados, mas diversos deles já tinham abandonado o barco.

Apesar do peso simbólico da ação, o governo deve continuar tendo maioria na Casa, já que tem o apoio também de outra sigla menor, a centrista Movimento Democrático, que tem 46 deputados.

*Folhapress

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