Dinamarca rebate Trump e se diz pronta para defender Groelândia
Primeira-ministra afirmou que território "não está à venda"
Pleno.News - 08/07/2026 11h24 | atualizado em 09/07/2026 17h15

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reafirmou, nesta quarta-feira (8), que a Groenlândia “não está à venda” e que Copenhague defenderá “cada polegada de seu território”, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repetir nesta terça (7) que o território insular deveria estar sob controle norte-americano e não dinamarquês.
– Ontem ouvi o presidente dos Estados Unidos e acho que a postura dos EUA é, infelizmente, muito clara neste tema, enquanto a nossa postura é tão clara quanto sempre foi. A Groenlândia, logicamente, não está à venda – disse a governante dinamarquesa na sua chegada à Cúpula da Otan realizada em Ancara.
– Esperamos que todos, incluindo todos os aliados, respeitem o direito do povo groenlandês à autodeterminação, já que somos um Estado soberano, e precisamos que todos respeitem a nossa integridade territorial e a nossa soberania – ressaltou a primeira-ministra nórdica.
Frederiksen também sublinhou que a Dinamarca “está pronta para defender cada polegada do território da Otan, incluindo o seu próprio território”, e lembrou que um dos motivos pelos quais a Aliança Atlântica foi criada foi “para a defesa mútua”.
A chefe de governo dinamarquesa reagiu dessa forma às declarações de Trump na véspera, nas quais, além de voltar a afirmar que a Groenlândia deveria estar sob controle norte-americano, repetiu a acusação de que a Dinamarca não faz o suficiente para proteger o território ártico.
– Isso foi o que prejudicou a minha relação com a Otan, porque a Groenlândia não ajuda a Dinamarca. A Dinamarca não gasta dinheiro para ajudar realmente a Groenlândia – disse Trump, após a sua chegada a Ancara para participar da Cúpula da Otan.
No entanto, segundo acrescentou Trump, a Groenlândia “é uma parte importante para os Estados Unidos e está cercada por navios chineses e russos”.
O chefe da Casa Branca criticou o fato de os europeus não quererem aceitar essa ideia, mesmo “com todo o dinheiro que [os EUA] gastam para ajudá-los frente à Rússia, quando na realidade não temos por que gastar nada, já que poderíamos retirar todos os nossos soldados da Europa porque (…) a Europa é um lugar muito diferente do que era há 20 anos”.
*EFE
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