Departamento de Justiça dos EUA apura conspiração contra Trump
Conspiração contra Trump teria tentado deslegitimar sua vitória nas eleições de 2016
Pleno.News - 05/08/2025 11h29 | atualizado em 05/08/2025 11h50

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, ordenou, nesta segunda-feira (4), ao Departamento de Justiça que inicie uma investigação com um grande júri sobre uma possível conspiração contra o presidente Donald Trump para deslegitimar sua vitória nas eleições de 2016, no caso que foi chamado de “trama russa”.
Segundo a emissora Fox News, Bondi ordenou a medida após receber em julho uma denúncia da diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, contra funcionários de alto escalão do governo do ex-presidente Barack Obama por essa suposta conspiração contra Trump.
As alegações envolvem vários funcionários do governo Obama que teriam feito declarações falsas afirmando que a Rússia tentou interferir, através de meios cibernéticos, no resultado das eleições de 2016, de acordo com a rede de TV CNN.
Após a denúncia de Gabbard, que pediu para investigar Obama e vários funcionários da área de inteligência, Bondi anunciou que o Departamento de Justiça criaria uma equipe para avaliar as provas entregues pela chefe de Inteligência Nacional, procedentes de documentos com sigilo retirado.
Bondi ordenou a um procurador federal que inicie um procedimento legal para apresentar as provas em mãos do Departamento de Justiça a um grande júri, o que pode resultar em uma acusação formal, acrescenta a Fox News.
Segundo a denúncia, em 9 de dezembro de 2016, a Casa Branca, no final do governo Obama, reuniu os principais responsáveis do Conselho de Segurança Nacional em um encontro do qual participaram o então diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, e outros membros de alto escalão, como John Brennan, Susan Rice e John Kerry.
Após a reunião, o assistente de Clapper teria enviado um email aos líderes dos departamentos de inteligência, encarregando-os de uma revisão, “a pedido do presidente”, baseada em informações fabricadas, ou que não eram consideradas críveis, sobre uma possível interferência russa.
Em 2016, o ex-diretor do FBI James Comey liderou uma investigação sobre a chamada “trama russa” nas primeiras eleições vencidas por Trump, que, após assumir o poder, o demitiu do cargo.
*EFE
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