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Delegação dos EUA vai ao México para analisar onda migratória

Objetivo da viagem é "desenvolver um plano de ação eficaz e humano para controlar a migração irregular"

Pleno.News - 22/03/2021 15h25 | atualizado em 22/03/2021 15h26

Cidade de Tapachula, no estado mexicano de Chiapas Foto: EFE/ Juan Manuel Blanco

Uma delegação de alto nível dos Estados Unidos viaja ao México, nesta segunda-feira (22), para discutir com o governo mexicano o crescente fenômeno migratório e a cooperação para o desenvolvimento, antes de viajar para a Guatemala com o objetivo de discutir a questão com o presidente Alejandro Giammattei.

O objetivo da viagem é “desenvolver um plano de ação eficaz e humano para controlar a migração irregular”, principalmente do Triângulo Norte da América Central, disse em um comunicado a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca (NSC), Emily Horne.

– Vamos falar sobre uma estratégia conjunta de desenvolvimento em todo o sul do México e no Triângulo Norte (…) para enfrentar as raízes que geram a migração: expandir as oportunidades econômicas e combater a insegurança – explicou um alto funcionário dos Estados Unidos, que pediu anonimato.

As reuniões no México acontecerão amanhã e contarão com a presença da coordenadora da fronteira sul da Casa Branca, Roberta Jacobson, do responsável pela América Latina e Caribe no NSC, Juan González, e do recém-nomeado especial enviado para o Triângulo Norte da América Central, Ricardo Zúñiga.

Os três se encontrarão na capital mexicana com o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard; o diretor-geral para a América do Norte do Ministério das Relações Exteriores, Roberto Velasco; e outros representantes da Chancelaria e do Instituto Nacional de Migração (INM), segundo fonte oficial dos Estados Unidos.

Antes de Washington fazer o anúncio, o próprio Velasco escreveu no Twitter que “uma delegação de alto nível dos Estados Unidos os visitaria na terça-feira”.

Além disso, o encontro “contará com a presença de representantes da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal)”, disse Velasco.

O Ministério das Relações Exteriores mexicano indicou que o “tema principal” a ser discutido nesta reunião será a cooperação para o desenvolvimento da América Central e do sul do México, além de “esforços conjuntos” para uma migração “segura, ordenada e regular”.

Depois de seus encontros no México, González e Zúñiga seguirão viagem para a Guatemala, onde se reunirão com o presidente guatemalteco, Alejandro Giammattei, e com o chanceler Pedro Brolo, segundo o mencionado alto funcionário americano.

Eles também vão conversar com representantes da sociedade civil, do setor privado e dos ministérios responsáveis pela economia e segurança, disse a fonte.

O objetivo é desenvolver “um plano de gestão da migração a curto prazo, bem como uma estratégia de médio e longo prazo para enfrentar as causas estruturais que geram a migração”, disse o funcionário.

A região experimentou uma forte onda de imigração para os Estados Unidos desde a chegada de Joe Biden à Casa Branca no final de janeiro e as autoridades daquele país prenderam 100.441 imigrantes ilegais em fevereiro, em comparação com 78.442 em janeiro.

Pela primeira vez e depois de um ano de pandemia, o México anunciou na semana passada o controle terrestre para atividades não essenciais em sua fronteira sul, alegando que a disseminação do coronavírus deveria ser controlada.

O governo do México posicionou tropas do Exército e da Guarda Nacional no domingo às margens do rio Suchiate, fronteira natural com a Guatemala, embora ainda não houvesse a presença de filtros sanitários.

*Com informações da Agência EFE

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