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Cuba teve perda de US$ 9,157 bilhões por embargo dos EUA

Cálculos foram divulgados, nesta quinta-feira, pelo chanceler Bruno Rodríguez

Pleno.News - 17/06/2021 15h20 | atualizado em 17/06/2021 15h22

bandeira de cuba
Cuba relata perda recorde de US$ 9,157 bilhões em 2020 por embargo dos EUA Foto: Reprodução

O embargo financeiro e comercial que os Estados Unidos impõem a Cuba há quase seis décadas causou, no ano passado, 9,157 bilhões de dólares (quase R$ 50 bilhões) de perdas ao país caribenho, segundo cálculos de seu governo divulgados nesta quinta-feira (17) pelo chanceler Bruno Rodríguez em sua conta no Twitter.

Esta é a maior cifra publicada até o momento pelas autoridades cubanas, que divulgam esses dados anualmente, superando em muito o recorde anterior, de 5,57 bilhões de dólares (quase R$ 30 bilhões) em 2019.

O cálculo faz parte de um relatório que o Executivo cubano prepara anualmente e apresentará às Nações Unidas na próxima quarta-feira (23).

O chanceler cubano assegurou que o prejuízo econômico totaliza 147,853 bilhões de dólares, desde que em 1962 o presidente John F. Kennedy aplicou o embargo a Cuba em resposta à nacionalização de propriedades americanas na ilha nos primeiros anos do governo de Fidel Castro.

– Os danos humanos, sofrimentos e carências causadas às famílias cubanas são incalculáveis – lamentou o chanceler em seu tweet.

A publicação do número recorde para 2020 encerra uma intensa campanha do Executivo cubano para reportar o embargo, endurecido pelo ex-presidente Donald Trump com novas sanções durante seu mandato de quatro anos.

Em janeiro deste ano os Estados Unidos incluíram o país caribenho na lista dos patrocinadores do terrorismo.

O documento sobre as perdas geradas pelo embargo é a base do projeto de resolução que Cuba apresenta anualmente à Assembleia Geral da ONU desde 1992 para pedir o fim da medida unilateral dos EUA. A iniciativa, que é colocada em votação todos os anos no parlamento das Nações Unidas, geralmente recebe o apoio da maioria dos países-membros, com as exceções usuais de EUA e Israel.

*Com informações da Agência EFE

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