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Covid-19: França suspende 3 mil agentes de saúde não vacinados

A medida foi tomada por determinação de Macron

Pierre Borges - 16/09/2021 11h47 | atualizado em 16/09/2021 11h57

Presidente da França, Emmanuel Macron Foto: EFE/Sebastien Nogier

Desde que a vacinação contra a Covid-19 passou ser obrigatória na França, na quarta-feira (15) foram suspensos de suas funções cerca de três mil profissionais de saúde não vacinados que se recusaram a receber um imunizante.

A medida, determinada pelo presidente Emmanuel Macron, abrange 2,7 milhões de pessoas e conta com forte oposição de alguns grupos. Movimentos antivacinas têm ganhado força em alguns países da Europa e nos Estados Unidos (EUA).

– Cerca de três mil notificações por suspensão foram enviadas ontem aos funcionários dos centros de saúde e clínicas que ainda não foram vacinados – disse o ministro francês da Saúde, Olivier Veran, à rádio RTL.

De acordo com o ministro, “dezenas de profissionais” demitiram-se, em vez de aceitar o imunizante. Alguns médicos, enfermeiros e até cuidadores têm recusado a vacina devido a questões éticas pessoais ou por razões tradicionais, como a crença de que possam existir efeitos secundários graves. Há também pessoas que discordam da necessidade de medidas de saúde pública para conter a pandemia e os que têm dúvidas específicas sobre as vacinas.

Mas, agora, quem se recusar a tomar vacina anticovid é suspenso, fica sem salário e pode até mesmo vir a ser despedido.

Segundo o ministro, “grande parte dessas suspensões são apenas temporárias” e estão associadas “principalmente ao pessoal dos serviços de apoio”, não tanto a médicos ou enfermeiros.

Quem não justificar sua recusa da vacina, com uma contraindicação ou contaminação recente por Covid-19, “não pode mais exercer a atividade”, de acordo com a lei publicada em 5 de agosto.

Em julho, Emmanuel Macron estabeleceu o prazo até 15 de setembro para que todos os profissionais de saúde recebessem pelo menos a primeira dose de uma vacina, sob pena de suspensão sem remuneração. Apesar do ultimato, milhares de profissionais de saúde continuam sem a vacinação completa, o que tem levantado questões acerca da sobrevivência do sistema de saúde no país.

*Com informações da Agência Brasil

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