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Coronavírus: Restrições causam divergências na Argentina

Posições conflituosas foram registradas nos principais territórios do país

Pleno.News - 08/04/2021 15h57 | atualizado em 08/04/2021 16h38

Restrições para frear 2ª onda da Covid-19 causam divergências na Argentina Foto: Pixabay

As restrições anunciadas pelo governo da Argentina para lidar com a segunda onda da pandemia do coronavírus, cuja principal medida é a proibição de circular na rua entre 0h e 6h (hora local), provocaram posições conflituosas nos principais territórios: a capital e a província de Buenos Aires.

Na província de Buenos Aires, governada pelo peronista e apoiador do presidente Alberto Fernández, Axel Kicillof, há a defesa da aplicação dessas medidas. Já na capital, sob a gestão do opositor Horacio Rodríguez Larreta, as medidas são consideradas excessivas.

– Em relação à restrição à circulação [de pessoas], já expressamos que não concordamos, porque está comprovado que circular ao ar livre e com máscara não gera contágio – disse Rodríguez Larreta, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (8).

O governador defendeu a posição já adotada por sua coalizão (Juntos pela Mudança), relutante em aplicar restrições para impedir a segunda onda, embora Rodríguez Larreta tenha frisado que “as regras devem ser cumpridas”.

– Agora, como qualquer regra, vamos respeitá-la de acordo com o espírito com que o governo nacional nos disse que esta medida visa evitar: concentrações de pessoas, e não daquelas que estão voltando para casa ou cumprem uma função essencial – acrescentou.

O governador Kicillof também apareceu perante a imprensa, nesta quinta, chamando a segunda onda de “tsunami” e defendendo a resolução do governo nacional.

– Vendo o que começou a acontecer na cidade e na velocidade que estava chegando, pensamos que um fechamento muito forte tinha que ser feito por um tempo limitado. Acompanhamos essas medidas – disse.

O peronista destacou que o sistema de saúde da província “está mais uma vez em perigo com esta segunda onda, que é feroz”, e apelou ao cumprimento das medidas à proporção que avança a campanha de vacinação.

– Temos que cuidar melhor de nós mesmos, pois estamos vacinando rapidamente agora. Aplicamos todas as vacinas que recebemos. Não podemos descuidar de vocês. Não podemos deixar o sistema de saúde transbordar – avaliou.

As novas restrições, que entrarão em vigor a partir de sexta-feira (9) e vão até o próximo dia 30, incluem a proibição de circular pelas ruas durante a madrugada.

Além disso, nas áreas de maior risco epidemiológico e sanitário, as atividades sociais em residências particulares são suspensas, bem como confraternizações em espaços públicos ao ar livre com mais de 20 pessoas e a prática recreativa de qualquer esporte em recintos fechados com mais de dez pessoas. Da mesma forma, a atividade de cassinos, bingos, discotecas e salões de festas está suspensa, enquanto os bares e restaurantes devem fechar às 23 horas.

Em Buenos Aires e sua periferia populosa, o transporte público ficará restrito a professores, alunos e trabalhadores essenciais, enquanto em todo o país as viagens de estudantes e grupos de turistas serão suspensas.

As infecções têm aumentado nos últimos dias, e ontem, um novo recorde foi registrado desde o início da pandemia, com 22.039 novos casos de Covid-19 confirmados em 24 horas.

*Com informações da Agência EFE

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