Corina anuncia volta à Venezuela e pede ajuda para reconstrução
Líder da oposição havia saído do país para receber o prêmio Nobel e não conseguiu retornar
Pleno.News - 15/07/2026 14h44 | atualizado em 15/07/2026 16h42

A líder opositora venezuelana María Corina Machado afirmou, nesta quarta-feira (15), que vai voltar “agora” à Venezuela e pediu ajuda à Europa para uma reconstrução de seu país que seja “também institucional e democrática”, porque os terremotos que o sacudiram “evidenciaram a corrupção do regime”.
Esta transição política “é meu propósito agora que vou retornar à Venezuela”, disse durante sua participação no Libertas Fórum do Partido Popular Europeu (PPE) realizado em Madri, no qual se dirigiu aos líderes conservadores europeus por videoconferência e anunciou que os receberia em breve na Venezuela, “em pleno processo de reconstrução democrática”.
Machado, que deixou a Venezuela para receber o Prêmio Nobel e até agora não havia conseguido retornar, reivindicou a força “pacificadora” que representará sua volta, diante dos que consideram que pode ser um fator desestabilizador na frágil situação atual.
Em sua opinião, os terremotos reforçaram a união dos venezuelanos e seu desejo de que no país haja uma mudança de regime e uma transição para a democracia.
– A reconstrução tem que ser humana e econômica, mas também institucional e democrática. Os terremotos não apenas derrubaram centenas de edificações, mas também evidenciaram um sistema baseado na corrupção e na indolência – acrescentou.
Diante disso, os venezuelanos demonstraram sua “enorme solidariedade” e sua “união” como povo, e estão “preparados e organizados” para realizar uma transição democrática.
– Acreditar que o país pode ser reconstruído por aqueles que geraram tanta dor é desconhecer a Venezuela – acrescentou, convencida de que os venezuelanos sabem que “o regime chavista fraturou o país” e que a oposição democrática foi quem o “manteve coeso”.
– Agora estamos unidos em favor da igualdade perante a lei, da democracia e do desejo de que os venezuelanos que tiveram que partir possam voltar – concluiu.
María Corina Machado disse essas palavras diante de um auditório de líderes conservadores, entre os quais estavam Edmundo González Urrutia – considerado pela oposição venezuelana como presidente eleito do país – e o líder do Partido Popular espanhol, Alberto Núñez Feijóo.
Durante seu discurso, o líder conservador espanhol expressou sua solidariedade com a Venezuela em sua “luta pela vida” e pela reconstrução após o devastador terremoto, e destacou o compromisso de María Corina Machado e Edmundo González.
O vice-primeiro-ministro da Itália, Antonio Tajani, também se referiu “ao grande povo venezuelano”, que “saberá se levantar” após os terríveis terremotos que sofreu, e que, paralelamente, “tem que percorrer o caminho para a democracia” e “poder votar”.
*EFE
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